Clara passou a manhã olhando para o próprio reflexo no espelho, ajeitando o cabelo com mais cuidado do que o normal.
Não era vaidade.
Era algo mais profundo — a sensação de que aquele dia seria uma lembrança guardada.
Henrique apareceu na porta do quarto, encostado no batente, com aquele sorriso que sempre denunciava afeto.
— Vai tudo ficar bem — ele disse, cruzando os braços.
— Eu sei. — Clara respondeu, mas a voz tremeu um pouco. — É só que… faz muito tempo que eu não conto nada bom para eles