Henrique passou a madrugada em claro.
Não porque estivesse com medo — mas porque estava com raiva.
Uma raiva controlada, fria, silenciosa.
Daquelas que só homens extremamente perigosos são capazes de sentir.
Clara dormia ao lado dele, exausta.
Ele não quis acordá-la.
Não quis misturá-la com a tempestade que se formava em sua mente.
Quando o dia amanheceu, Henrique levantou devagar, colocou uma camisa social escura e prendeu o relógio no pulso com força demais.
Ele tinha um encontro marcado.
E P