Mundo ficciónIniciar sesiónDepois de sete anos de casamento, Isabella Duarte acreditava viver uma vida perfeita. Mas tudo desmorona no dia em que ela descobre que seu marido, Ricardo Ferraz, mantém um caso com sua própria secretária… há quatro anos. Com o coração partido, Isabella decide abandonar tudo e começar uma nova vida. O que Isabella não esperava era cruzar o caminho do homem mais temido do mundo dos negócios: Arthur Montenegro, um CEO frio, poderoso… e pai solteiro de uma menina de sete anos. Quando a pequena Sofia Montenegro cria um vínculo imediato com Isabella, Arthur faz uma proposta inesperada: Um casamento por contrato. Para Arthur, o casamento resolveria problemas familiares e protegeria o futuro de sua filha. Para Isabella, seria a chance de reconstruir sua vida e provar que não precisa mais de seu passado. Mas o que começou como um simples acordo logo se transforma em algo muito mais complicado.
Leer másIsabella Duarte segurava a pequena bolsa térmica com cuidado enquanto caminhava pelo corredor luxuoso da empresa.
Dentro dela estava o almoço que havia preparado com carinho para o marido. Ricardo sempre dizia que amava sua comida. E nos últimos tempos… ele mal parava em casa para comer. Talvez hoje fosse diferente. Isabella olhou para a porta do escritório do marido e respirou fundo, tentando ignorar a sensação estranha que vinha sentindo há meses. Nos últimos quatro anos, Ricardo havia mudado. Chegava tarde. Inventava reuniões inesperadas. Atendia ligações fora do quarto. Sempre havia uma desculpa. Mesmo assim, Isabella nunca quis acreditar que havia algo errado. Ela amava o marido demais para permitir que aquela suspeita crescesse em seu coração. Ela levantou a mão para bater na porta. Mas então… Uma voz feminina ecoou do outro lado. — Você prometeu que hoje ficaria mais tempo comigo. Isabella congelou. Seu coração começou a bater mais forte. Aquilo… não podia ser o que ela estava pensando. Então ouviu a voz de Ricardo. — Calma, Camila. Você sabe que eu sempre arranjo um jeito de voltar para você. Isabella sentiu o sangue sumir de seu rosto. Camila. A secretária dele. O nome ecoou em sua mente como um trovão. — E quanto à sua esposa? — a mulher perguntou com uma risada baixa. Ricardo soltou um suspiro impaciente. — Isabella? Ela não desconfia de nada. Aquela mulher vive em um mundo de fantasia. O coração de Isabella se despedaçou. Suas mãos começaram a tremer. Mas algo dentro dela precisava confirmar aquilo. Devagar… ela se inclinou e olhou pela pequena fresta da porta. E o que viu fez seu mundo desmoronar. Ricardo estava encostado em sua mesa. E Camila Albuquerque estava sentada em seu colo. Os dois se beijavam sem qualquer vergonha. Como se aquilo fosse a coisa mais natural do mundo. A bolsa térmica escorregou das mãos de Isabella e quase caiu no chão. Ela levou a mão à boca para impedir que um soluço escapasse. — Você sabe que eu te amo — disse Camila, acariciando o rosto de Ricardo. Ele sorriu. — Claro que sei. Afinal… estamos juntos há quatro anos. Quatro anos. A mente de Isabella girou. Quatro anos. Exatamente o tempo em que ele começou a chegar tarde em casa. Exatamente o tempo em que ele começou a se afastar dela. Então Camila pegou a mão dele e colocou sobre sua barriga. — Agora você vai ter que se divorciar logo… — disse ela com um sorriso vitorioso. — Nosso filho vai nascer em alguns meses. O mundo de Isabella parou. Filho? Ela sentiu as pernas falharem. Durante anos ela tentou engravidar. Consultas médicas. Exames. Esperanças destruídas mês após mês. E agora… Agora ele teria um filho. Com outra mulher. Lágrimas silenciosas começaram a escorrer pelo rosto de Isabella. Mas ela não podia ficar ali. Não podia deixar que eles a vissem naquele estado. Com passos trêmulos, ela se afastou da porta e começou a correr pelo corredor. Seu coração parecia estar sendo esmagado dentro do peito. Quando finalmente chegou ao estacionamento, entrou no carro e desabou. O homem que ela amou por sete anos… Nunca foi realmente dela. Mas enquanto as lágrimas caíam sem controle, uma única decisão começou a se formar em sua mente. Ela não ficaria ali esperando ser destruída. Não mais. Isabella não sabia quanto tempo ficou dentro do carro. Os minutos pareciam não existir mais. Seu reflexo no espelho do retrovisor a assustou. Olhos vermelhos. Rosto pálido. Lábios tremendo. Aquela não parecia mais ser ela. Com mãos trêmulas, ela apertou o volante. — Quatro anos… — sussurrou, com a voz quebrada. Quatro anos sendo enganada. Quatro anos sendo feita de idiota. E o pior… ela nunca percebeu. Um gosto amargo subiu pela sua garganta quando uma lembrança veio com força. As consultas médicas. Os exames. As lágrimas silenciosas no banheiro enquanto segurava testes de gravidez negativos. Ricardo sempre estava ao seu lado. Sempre dizia que tudo ficaria bem. Sempre a abraçava quando ela chorava. “Não se preocupe, amor… a gente tenta de novo.” Isabella soltou uma risada fraca e dolorosa. Mentira. Tudo mentira. Ele já tinha outra. Já tinha uma vida paralela. Já estava formando uma família… com outra mulher. E ela? Ela era apenas… conveniente. Seu peito apertou com tanta força que ela levou a mão ao coração. Por um momento, quis voltar. Quis abrir aquela porta. Quis gritar. Quis perguntar por quê. Mas algo dentro dela… a impediu. Não. Ela não daria esse gosto a ele. Não iria implorar por explicações. Não iria se humilhar. Se ele escolheu traí-la… Então ela escolheria ir embora. Uma lágrima silenciosa escorreu por seu rosto. — Acabou… — murmurou. Mas naquele instante, algo ainda mais doloroso atravessou sua mente. Em uma semana, Isabella Duarte iria desaparecer da vida de Ricardo Ferraz para sempre. Mesmo que aquilo partisse seu coração em mil pedaços.Isabela respirava fundo. A vontade de chorar era esmagadora, mas ela se recusava a desabar. Tudo aquilo parecia errado. Cruel. Injusto. Mas se afastar era a única forma que havia encontrado para proteger Sofia. Mesmo que isso significasse abrir mão da própria felicidade. Mesmo que isso significasse abrir mão de Arthur. Com as mãos trêmulas, ela entrou no carro que Carolina havia enviado. No banco da frente estavam dois homens de expressão fechada. Nenhum deles falou uma única palavra. A porta se fechou. O veículo partiu. Durante boa parte do trajeto, o silêncio foi absoluto. Isabela apoiou a testa contra o vidro. As árvores passavam rapidamente do lado de fora. Uma lágrima escorreu. Depois outra. Instintivamente, ela levou a mão ao ventre. Seu bebê. Seu pequeno segredo. O que aconteceria agora? Como criaria aquela criança sozinha? Como viveria sem Arthur? Sem Sofia? Sem a família que havia aprendido a amar? Ela fechou os olhos. Precisava acreditar que estava
As batidas na porta vieram poucos minutos depois.Três toques firmes.Precisos.Isabella sentiu o coração afundar.Ela já sabia quem era.Respirou fundo.Abriu a porta.E encontrou Carolina parada do lado de fora.Ao lado dela havia um oficial uniformizado.Carolina sorriu.Um sorriso satisfeito.Vitorioso.— Ora, ora... Isabella.Isabella forçou uma expressão de surpresa.— Carolina? O que está fazendo aqui?O policial deu um passo à frente.— Bom dia, senhora Montenegro. Peço desculpas pelo transtorno.Carolina cruzou os braços.— Arthur tentou esconder vocês de mim. Mas quando eu quero alguma coisa... Eu sempre consigo.Ela retirou alguns documentos da bolsa.E os entregou.— Tome.Isabella pegou os papéis.Começou a ler.Seu rosto foi perdendo a cor.— Isso é impossível...— É totalmente possível.— Como você conseguiu isso?Carolina sorriu.— Segredinho.Isabella levantou os olhos.— Você abandonou sua filha por sete anos. SETE. E agora aparece querendo tirá-la da família dela?—
Arthur acordou naquela manhã com a sensação de que algo estava errado.Talvez fosse apenas o cansaço acumulado.Talvez fosse o fato de ter passado dias convivendo com Carolina sob o mesmo teto.Ou talvez fosse o silêncio estranho da mansão.Ele passou a mão pelo rosto e se sentou na cama.Naquele dia normalmente teria ficado de folga.Se Isabella e Sofia estivessem em casa, provavelmente passaria a manhã inteira com elas.Mas não estavam.E sinceramente?Preferia enfrentar uma sala cheia de empresários problemáticos do que passar mais um dia encarando Carolina.Mal colocou os pés no chão quando seu celular começou a tocar.Seu advogado.Arthur suspirou.Mais algum contrato.Mais algum problema corporativo.Atendeu sem muita preocupação.— Fale.Mas a voz do outro lado o fez franzir a testa imediatamente.— Senhor Montenegro... temos um problema.Arthur sentou-se novamente na cama.— Que tipo de problema?— Carolina entrou com um pedido de guarda.O silêncio dominou o quarto.— Como é?
Naquela noite, Arthur retornou da empresa completamente exausto.Mais uma vez.Os últimos dias estavam sendo um verdadeiro inferno.Advogados.Reuniões.Investigações discretas sobre o passado de Carolina.E, principalmente, a distância de Isabella.A mansão parecia vazia sem ela.Sem Sofia.Sem as risadas das duas ecoando pelos corredores.Arthur afrouxou a gravata enquanto subia as escadas.Tudo o que queria era tomar um banho e dormir.Abriu a porta do próprio quarto.E congelou.Carolina estava sentada em sua cama.Usando apenas uma lingerie de renda escura.As pernas cruzadas.Os cabelos cuidadosamente arrumados.Maquiagem impecável.Como se tivesse passado horas se preparando para aquele momento.Arthur simplesmente ficou parado.Tentando processar o que estava vendo.— Carolina.Ela sorriu.— Finalmente chegou.— O que você está fazendo?— Achei que fosse óbvio.Ela se levantou lentamente.— Estamos sozinhos na casa.Arthur fechou os olhos por um segundo.Respirou fundo.Contou
Último capítulo