Mundo ficciónIniciar sesiónCecília Foster sempre soube que nunca foi a favorita. Enquanto sua irmã, Celina, era admirada, desejada e protegida por todos, Cecília cresceu ocupando o espaço que sobrava — inclusive no amor. Prestes a se casar, ela acreditava finalmente ter conquistado algo só seu… até descobrir que seu noivo estava tendo um caso com a própria irmã. Traída, humilhada e descartada, Cecília vê sua vida sair completamente do controle no mesmo momento em que um homem ainda mais perigoso entra em cena. Temido no mundo dos negócios, conhecido por destruir tudo o que toca, o poderoso CEO que domina o mercado não faz pedidos… ele faz exigências. E a dele é clara: Ele quer Cecília como esposa. Determinada a escapar daquele destino, Cecília toma uma decisão desesperada e coloca Celina em seu lugar, acreditando que nunca mais teria que lidar com aquele homem. Mas, dias depois, ao descobrir a traição entre sua irmã e seu noivo, Cecília percebe que não sobrou nada para proteger. Sem escolhas, ela aceita o acordo. Um contrato de casamento por um ano. Sem amor. Sem expectativas. Sem envolvimento. Mas o que Cecília não esperava… era que o homem conhecido como um monstro fosse o único capaz de tratá-la com cuidado. E o que ele nunca imaginou… Era que a única mulher que ele sempre quis… nunca foi a irmã perfeita. Foi ela. Agora, entre segredos, obsessão e um casamento baseado em mentiras, Cecília vai descobrir que existem coisas muito mais perigosas do que o ódio… Como se apaixonar pelo homem que pode destruí-la.
Leer másA sala parecia congelada no tempo depois que os gritos de Celina desapareceram pelo corredor. O silêncio que restou era denso, quase palpável. Gabriel ainda estava no chão, o corpo ferido tremendo de dor e raiva, o olhar fixo em Cecília como se tentasse puxá-la de volta para si apenas com a força da vontade. Brian permanecia sentado, com a esposa no colo, os dedos traçando círculos lentos nas costas dela. Mas seus olhos estavam frios, calculistas. Ele já havia decidido.Brian se levantou devagar, o movimento elegante e controlado. Cecília o observou, o coração acelerado, sem entender completamente o que viria em seguida. Gabriel tentou se arrastar para trás, mas o corpo não obedecia direito.— Você não vai escapar disso — cuspiu Gabriel, a voz rouca. — Alguém vai descobrir. A polícia… meus amigos… alguém vai te derrubar, seu desgraçado.Brian não respondeu com palavras. Caminhou até um dos seguranças, estendeu a mão e pegou a pistola que o homem carregava no coldre. O metal negro bril
A sala parecia ainda mais fria depois que os gritos distantes de Celina ecoaram pelo corredor. Brian permanecia sentado, com Cecília ao seu lado, a mão dele descansando possessivamente sobre a dela. Gabriel, ainda caído no chão, respirava com dificuldade, o sangue seco no canto da boca. O ar estava pesado, carregado de medo e poder.Brian virou a cabeça devagar para um dos seguranças que permanecia imóvel junto à porta.— Chame o Gorila. Diga que tenho um presente para ele.O segurança assentiu sem questionar e saiu rapidamente. Minutos depois, a porta se abriu com um rangido. Um homem enorme entrou, ocupando quase todo o batente. Era bruto, gordo, com mais de um metro e noventa de altura, os braços grossos como troncos e uma barriga protuberante que balançava a cada passo. O rosto era marcado por cicatrizes antigas, os olhos pequenos e cruéis brilhando de expectativa. Conhecido apenas como Gorila entre os homens de Brian, ele era o tipo de pessoa que ninguém queria encontrar sozinho.
O silêncio que se instalou na sala depois da revelação de Brian não era apenas ausência de som, era a sensação de que algo irreversível tinha acontecido e ninguém ali sabia mais como voltar ao ponto anterior. A verdade tinha sido dita com uma clareza tão firme que desmontou qualquer tentativa de controle emocional ou manipulação, e o que restava agora era consequência. Celina tremia visivelmente, a maquiagem começando a borrar enquanto lágrimas desciam sem que ela conseguisse impedir, e os pais estavam encostados um no outro como se precisassem dividir o próprio peso do medo para não desabar sozinhos. Cecília permanecia de pé, ainda tentando processar tudo, enquanto Brian mantinha a mão firme no ombro dela, não como gesto teatral, mas como uma afirmação silenciosa de proteção.Ele não precisou elevar a voz para recuperar o comando da situação. Um simples gesto foi suficiente para que os seguranças entrassem na sala com passos precisos e postura rígida, ocupando o espaço com presença i
O hospital estava movimentado como em qualquer outro dia, mas, para quem caminhava ali dentro naquele momento, tudo parecia silencioso demais. As portas automáticas se abriram diante deles com um sopro de ar frio enquanto Brian seguia à frente com a mesma postura controlada que vinha mantendo desde que saíram da casa dos pais de Cecília. Não havia pressa nos passos dele, nem hesitação. Aquela calma constante começava a corroer o pouco equilíbrio que Celina ainda tentava sustentar.Porque ele não parecia confuso.Parecia certo.Cecília vinha alguns passos atrás, abraçando os próprios braços como se ainda estivesse tentando se proteger de algo invisível. O corpo ainda reagia como se estivesse em perigo, mas havia uma diferença agora: Brian estava ali, e isso mudava o peso do ar ao redor dela. Ainda assim, ela não conseguia se permitir acreditar totalmente que estava segura.Eles atravessaram um corredor lateral, afastando-se da área principal, até chegarem a uma ala reservada. Brian par





Último capítulo