Acordei devagar, como se estivesse emergindo de um lago profundo. A primeira coisa que senti foi o peso na cabeça, uma pressão latejante que me lembrava cada gole do champanhe da noite anterior. A segunda foi a estranheza: o colchão era macio demais, os lençóis, cheiravam a amaciante caro, nada parecido com a cama simples do meu quarto.
Abri os olhos de repente.
O teto era alto, pintado em branco, com detalhes minimalistas. As cortinas pesadas filtravam a luz da manhã, deixando o ambiente em to