O carro de Gabriel parou diante da minha rua. O contraste era quase cômico: aquele conversível brilhante, estacionado entre carros velhos e enferrujados dos vizinhos.
— Obrigada pela carona. — murmurei, evitando o olhar dele.
— Não precisa agradecer. — a voz dele saiu firme, como se fosse uma ordem, não um gesto.
Desci rápido, sem coragem de olhar para trás. Segui até o portão da casa, sentindo os olhares curiosos dos vizinhos por trás das cortinas. O ronco do motor ficou para trás, mas a sensa