O vento frio da madrugada cortava minha pele, mesmo através da jaqueta fina que eu usava por cima do figurino. Puxei o zíper até o pescoço, tentando segurar o calor, e olhei para a rua quase deserta em frente à boate. O estacionamento estava meio iluminado pelos postes altos, mas havia sombras demais.
Cruzei os braços, batendo o pé no asfalto, impaciente. O aplicativo mostrava que o táxi demoraria pelo menos vinte minutos. Vinte minutos ali, sozinha, naquele frio, parecia uma eternidade.
Suspir