O vento frio da tempestade batia contra meu rosto como navalhas, me fazendo gelar até os ossos. Mas não era o frio que me paralisava. Eram os olhares daqueles dois lupinos — fixos, carregados de intenções que eu não ousava nomear. Havia algo sujo e malicioso neles que me fez sentir um aperto sufocante no peito.
Meu coração disparava. Pensei em me transformar, fugir, lutar… mas a dor me lembrava da minha condição. Minhas costelas queimavam, quebradas, cada respiração era um tormento. Se me trans