Cassian*
O castelo se destruía em chamas uma ruína viva, cuspindo brasas como um monstro moribundo. O calor era insuportável, as pedras estalavam, o ar queimava nos pulmões. Lá fora, o som distante das flechas incendiárias cortava o céu. Lá dentro, só restávamos nós dois. Eu e ele. Pai e filho. Lobo e fera.
O acerto de contas inevitável.
Ele avançava com toda a força que possuía — e ele era terrivelmente forte, o grande lobo que um dia fora respeitado e temido. Atacava sem hesitar: jugular, pe