Mundo ficciónIniciar sesiónO calor da pele deles contra a minha é um aviso claro de que a razão não tem poder aqui dentro. Encurralada na penumbra do quarto, sinto os lábios de Arthur reivindicarem meu fôlego com a urgência de um dono, enquanto as mãos firmes e tatuadas de Thiago me puxam para o abismo, transformando meu corpo no território que os dois decidiram dominar. Não há espaço para recuar: entre o toque possessivo de um e a intensidade selvagem do outro, sei que serei consumida por inteiro. Não há mais espaço para palavras. Em uma disputa silenciosa, o jogo de poder se torna físico e implacável entre os lençóis de seda. Yasmin sente o impacto da presença de Arthur, que a domina por trás com uma força profunda que a faz arquear o corpo, enquanto Thiago se ajoelha à sua frente, segurando seu rosto com firmeza bruta e ditando o ritmo de seus lábios em beijos que a fazem perder totalmente o chão. — Você é nossa, Yasmin — o sussurro de Arthur em sua nuca é um selo de posse. — Olha para mim enquanto ele te domina — a ordem de Thiago é o desafio final. A disputa atinge o ápice quando as forças se invertem. Thiago assume o controle com uma agressividade selvagem, colando o corpo suado ao dela, enquanto Arthur volta para a frente, fundindo seus lábios aos dela em um beijo que tenta reconquistar cada centímetro de território. Yasmin está no epicentro de um furacão, marcada por dois mundos e duas forças intensas que a transformam no único elo capaz de unir — ou destruir de vez — o império dos Albuquerque. Uma história sobre obsessão, poder e prazer.
Leer másO The Vault estava no volume exato para quem queria ser visto, mas ainda permitia manter uma conversa sem precisar gritar. Yasmin deu o último gole em seu drink, sentindo o sabor cítrico do gin descer gelado. Ela estava encostada no balcão de mármore, as pernas cruzadas de um jeito que o corte do vestido revelava o necessário. Yas era o tipo de mulher que não passava despercebida; sua energia era vibrante, o sorriso era fácil, mas o olhar era de quem não caía em qualquer conversa mole.
Ela tinha acabado de ter uma semana produtiva na agência e não estava a fim de voltar para o apartamento silencioso em Pinheiros tão cedo.
— Daniel, me vê a conta e mais um shot de tequila, por favor. O de ouro — ela pediu, batendo levemente as unhas bem feitas no balcão.
— Comemoração, Yas? — o barman perguntou, já alcançando a garrafa.
— Só celebrando que a semana acabou e eu ainda estou inteira — ela riu, virando o shot de uma vez. O calor da bebida se espalhou pelo peito, e ela sentiu aquela leve dormência que antecedia as melhores noites.
Foi nesse momento que ela sentiu alguém se aproximar. Não era a aproximação hesitante de um cara inseguro. Era alguém que sabia ocupar espaço.
— Bebendo tequila sozinha a essa hora? — a voz era grave e veio logo ao lado dela.
Yasmin virou o rosto devagar, mantendo um sorriso de canto. O cara era alto, tinha os ombros largos e o tipo de rosto que parecia ter sido desenhado para estampar capas de revista, mas com uma barba por fazer que tirava qualquer aspecto de "certinho". Ele vestia um paletó de corte impecável e um relógio pesado no pulso, mas Yas não deu muita importância aos detalhes de luxo; seu foco estava no jeito que ele a olhava — de cima a baixo, sem pressa.
— É só vontade, mesmo — Yas respondeu, sustentando o olhar dele. Ela não desviou. — E eu nunca estou sozinha por falta de opção. Só por escolha.
Ele arqueou uma sobrancelha, visivelmente intrigado com a segurança dela. — É uma escolha interessante. Mas parece um desperdício.
— Depende do ponto de vista — ela rebateu, inclinando a cabeça e analisando o desconhecido. Ele tinha olhos escuros que brilhavam sob a luz âmbar do bar. — E você? Está aqui para tentar me convencer de que a sua companhia é melhor que a minha própria?
O homem deu um sorriso de lado, encostando o cotovelo no balcão e diminuindo a distância entre eles. O cheiro de um perfume amadeirado e marcante invadiu o espaço de Yas. — Eu não gosto de convencer ninguém. Prefiro que a pessoa descubra por conta própria. Sou Arthur.
— Yasmin. Mas se me chamar pelo nome inteiro, vou achar que estou numa reunião de condomínio. Pode me chamar de Yas.
— Yas... — ele repetiu o nome, saboreando a sílaba curta. — Você trabalha por aqui? Tem cara de quem manda em alguma coisa grande.
— Sou estrategista em uma agência. E sim, eu gosto de estar no controle — ela admitiu, dando um sorriso malicioso. — E você, Arthur? Faz o quê da vida, além de interromper os drinks alheios?
— Eu cuido dos negócios da minha família. Mas hoje, eu só queria uma distração que valesse a pena — ele disse, a voz mais baixa e direta. Ele não estava tentando ser romântico; estava sendo claro. — Eu estava quase indo embora quando te vi. Seria um erro sair sem falar com você.
Yas soltou uma risada curta, achando graça da audácia dele. — Você é direto. Gosto disso. Mas eu não sou de cair em papo de bar só porque o cara é bonito.
Arthur se aproximou mais, o suficiente para ela sentir o calor do corpo dele através do tecido fino do vestido. — Eu não estou tentando te ganhar no papo, Yas. O que eu quero é pular a parte em que a gente finge que não sentiu essa eletricidade e ir direto para onde a gente possa se entender de verdade.
Yasmin analisou o rosto dele por alguns segundos. Ela não sabia quem ele era, de onde vinha ou o que fazia exatamente, mas a química ali era absurda. Ela era uma mulher bem resolvida, dona dos seus desejos, e Arthur era exatamente o tipo de "problema" que ela estava com vontade de enfrentar naquela noite.
— Meu apartamento fica a três quadras daqui — ela disse, pegando a bolsa e deixando o dinheiro do drink no balcão. — Mas já aviso: eu não tenho muita paciência para quem promete muito e entrega pouco.
Arthur sorriu, um sorriso predatório que fez o sangue de Yas correr mais rápido. — Pode ficar tranquila, Yas. Eu não costumo decepcionar.
Ele a segurou pela cintura com uma possessividade natural e a guiou para a saída. No caminho até o carro, a conversa foi rápida e prática, mas as mãos dele já não conseguiam ficar longe dela. O clima dentro do veículo, no curto trajeto, já estava sufocante de desejo.
Quando ele parou o carro na frente do prédio dela, a mão de Arthur subiu pela coxa de Yas, apertando com firmeza sob o tecido do vestido. — Qual andar? — ele perguntou, com a respiração já pesada.
— Décimo segundo — ela respondeu, sentindo o corpo inteiro responder ao toque.
Eles saíram do carro e entraram no hall. A partir dali, a conversa tinha acabado. O jogo agora era outro.
O cheiro de batata frita e o calor do saco de papel entre as mãos pareciam o melhor banquete do mundo para Yasmin. Thiago estacionou o carro em uma vaga mais afastada do drive-thru, sob a luz de um poste que piscava de leve. Nenhum dos dois estava preocupado com etiquetas; o clima era de dois sobreviventes de um naufrágio social.Yas abriu o embrulho do hambúrguer e deu a primeira mordida com vontade. O alívio foi imediato.— Meu Deus, eu estava a um passo de desmaiar — ela disse, antes de rir do próprio estado. — Se as minhas clientes da agência me vissem agora, acabariam com a minha reputação de "mulher sofisticada".— Sofisticação é superestimada — Thiago respondeu, devorando o dele com a mesma pressa. — Eu prefiro o que é de verdade. Esse hambúrguer é muito mais honesto do que aquele papo furado sobre iates que o Ricardo estava soltando no bar.Yas parou de mastigar por um segundo, observando-o.— Você disse que cresceram juntos. Como você aguenta? Porque eu não durei duas horas c
O silêncio dentro do carro era denso, quebrado apenas pelo som baixo do motor e pelo sinal intermitente do GPS. Yasmin mantinha o olhar fixo na janela, observando os prédios de São Paulo passarem como borrões. Sua mente ainda repassava a cena no bar, a risadinha de Arthur ecoando como um insulto pessoal.— Pode relaxar. Eu não mordo — ele disse, quebrando o gelo sem tirar os olhos do trânsito.Yasmin virou o rosto devagar, analisando o perfil dele sob a iluminação amarela dos postes. Ele tinha uma mandíbula forte, mas a expressão não era de quem queria dominar o ambiente, ao contrário de Arthur.— Eu não estou com medo de você — ela respondeu, a voz recuperando a firmeza. — Só estou tentando entender em que momento a minha noite virou esse roteiro de filme ruim. E, a propósito, eu ainda não sei o seu nome.O rapaz deu um sorriso de canto, contido.— Thiago. E antes que você pergunte, sim, eu conheço bem o Arthur. Crescemos juntos. Nossos pais se casaram quando a gente tinha sete anos,
O ar frio da noite paulistana atingiu o rosto de Yasmin assim que ela cruzou a porta de vidro do The Vault, mas não foi o suficiente para aplacar o incêndio que corria em suas veias. Ela caminhou apressada, o som dos seus saltos contra o asfalto do estacionamento ecoando como batidas de um tambor de guerra. Ela se sentia uma idiota. Não por ter ido ao bar, mas por ter permitido que um cara como o Arthur entrasse no seu espaço.Ao chegar perto da área das vagas, a ficha caiu. Ela tinha ido de Uber. Estava sem carro, no meio da noite, e a adrenalina que a sustentou até ali começou a se transformar em uma pressão insuportável no peito. Yas parou ao lado de uma pilastra de concreto, longe da luz direta dos refletores, e sentiu a primeira lágrima quente escorrer. Ela odiava se sentir vulnerável.— Que droga... — sussurrou para si mesma, limpando o rosto com as costas da mão, furiosa por estar chorando.Não era choro por causa do Arthur. Era raiva. Ela tinha batalhado tanto, construído sua
O dia na agência tinha sido produtivo, mas a cabeça de Yasmin não parava quieta. Ela não era de criar expectativas, mas havia algo na intensidade de Arthur que a deixou elétrica. Às oito da noite, ela já estava pronta. Escolheu um vestido preto justo, de gola alta e sem mangas, que marcava sua silhueta de forma impecável, e calçou saltos que a deixavam ainda mais imponente.Decidiu ir de Uber. Arthur estaria de carro e, se a noite corresse como a anterior, ela sabia exatamente onde terminariam. Ela estava no controle da situação. Pelo menos, era o que achava.Quando o carro parou em frente ao The Vault, Yas respirou fundo e saiu. O bar estava lotado. Ela entrou com seu habitual sorriso vibrante, mas seus olhos procuraram logo por Arthur. Encontrou-o em um sofá de couro na área VIP, rodeado por quatro caras que exalavam o cheiro de dinheiro e arrogância.Assim que a viu, Arthur se levantou com um olhar de quem tinha acabado de ganhar um prêmio e a puxou pela cintura, selando um beijo d





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