Mundo de ficçãoIniciar sessãoSinopse (aprox. 200 palavras) Marina Almeida e George Castro vivem um relacionamento sólido e estão prestes a realizar o sonho do casamento. Porém, a chegada de Vilma, uma secretária bonita, inteligente e extremamente ambiciosa, muda o rumo da história. Disposta a conquistar poder dentro da empresa da família Castro, Vilma inicia um plano frio e calculado para destruir a confiança entre o casal. Durante uma viagem de George ao exterior, Marina é vítima de uma armadilha. Após ter sua bebida adulterada, ela desperta sem lembrar do que aconteceu e descobre que fotos comprometedoras foram enviadas para George, fazendo-o acreditar que foi traído. Ferido e dominado pelo orgulho, Marina cancela o casamento depois da resposta de George ao ver as fotos, sem que ela se explique. Enquanto George tenta seguir em frente, tornando-se cada vez mais vulnerável à manipulação de Vilma, Marina decide investigar quem está por trás da armação. Com a ajuda da amiga Gorete e de um detetive, ela reúne pistas que apontam para Vilma e para um homem misterioso envolvido no plano. Em meio à dor, Marina descobre que está grávida. Em meio a felicidade surge a dúvida se o bebê é filho de George ou do homem que a dopou. Determinada a proteger o bebê e reconstruir sua vida, ela mantém a gestação em segredo, contando apenas com o apoio da mãe, Lúcia, e de Gorete. Enquanto isso, George começa a ser consumido pela dúvida, percebendo que o comportamento de Marina não combina com a mulher que sempre conheceu. Sem saber, ambos caminham para um confronto inevitável, onde mentiras, manipulação e segredos finalmente começarão a ser revelados.
Ler maisMarina Almeida estava sentada no sofá da sala, com uma revista de vestidos de noiva aberta sobre o colo. As páginas exibiam rendas delicadas, véus longos e vestidos dignos de contos de fadas, mas seus olhos não enxergavam nada daquilo.
Sua mente estava presa em uma única pessoa.George.
Ela ergueu o olhar na direção do noivo, que respondia alguns e-mails pelo celular.
Respirou fundo.Havia algo que a incomodava havia dias.Tentou parecer tranquila, mas a curiosidade falou mais alto.
— Amor... dizem que sua secretária é muito eficiente. É o assunto da empresa inteira. O que eu não entendo é como seu pai, um homem tão respeitado, ainda permite esse tipo de comentário.
George tirou os olhos da tela imediatamente.A expressão divertida desapareceu.
— Na verdade... eu queria conversar com você sobre isso.
Marina fechou a revista lentamente.Seu coração acelerou.
— Aconteceu alguma coisa?
George suspirou.
— O estágio dela está acabando... e, de uns dias para cá, ela mudou completamente o comportamento. Vive arrumando um motivo para entrar na minha sala. Fala perto demais, inventa desculpas para tocar no meu braço... Parece que está tentando chamar minha atenção o tempo todo.
Marina permaneceu em silêncio por alguns segundos.Por dentro, uma pequena pontada de insegurança atravessou seu peito.Não era falta de confiança em George.Era medo da maldade das pessoas.
Marina levantou-se do sofá e caminhou até a janela.
— Apenas deixe o estágio dela terminar. Se é tão competente quanto dizem, encontrará outro emprego. Mas bem longe de você.
George não conseguiu conter um sorriso.Aquela cena era nova.Marina raramente demonstrava ciúmes.
— Dona Marina, isso é ciúme?
Ela virou-se rapidamente os olhos brilhavam.
— Não.
— Nunca dei motivos para você desconfiar de mim. E nunca vou dar.
— Eu sei. disse Marina respirando profondamente
George sorriu com carinho.
— Enquanto depender de mim... ninguém vai conseguir.
Ele aproximou o rosto e a beijou lentamente.
Não era apenas um beijo.Era uma promessa silenciosa.Quando se afastaram, Marina sorriu.
— Amanhã vou com minha mãe e a Gorete escolher meu vestido de noiva.
Os olhos de George brilharam.
— Finalmente chegou o grande dia.
Ela riu.
— Depois ainda vamos ao cinema.
— Aproveite bastante. George falou
Ele segurou sua cintura.
— Porque daqui a poucas semanas você será minha esposa.
Marina sentiu os olhos que marejaram.
— Eu te amo!
George encostou a testa na dela.
— Eu também te amo!
Na manhã seguinte na casa de Marina, o despertador tocou às sete horas.Marina despertou antes mesmo do segundo toque.O coração parecia incapaz de manter um ritmo normal.Era o dia de escolher o vestido que usaria para caminhar até o altar.Ela levantou-se devagar, aproximou-se do espelho e observou seu reflexo.Sorriu sozinha e passou a mão sobre os cabelos.
— Está acontecendo... finalmente.
Na cozinha Lúcia, mãe de Marina, quando viu a filha entrar, abriu um sorriso cheio de ternura.Por um instante, enxergou a menina que um dia segurava sua mão para atravessar a rua.Agora estava prestes a construir a própria família.
—Bom dia, dormiu bem? _ disse
Marina sentou-se.
— Quase nada, cheguei tarde da casa do George, só não dormi lá porque hoje é um dia especial,e com certeza iria passar a minha ansiedade para ele.
— Ansiedade de noiva é assim mesmo._ Lúcia sorriu.
Marina segurou sua mão.
— Mãe...
— Sim filha?
— O pai estaria feliz hoje, não estaria?
Os olhos de Lúcia ficaram marejados.
Ela respirou fundo para conter a emoção.
— Muito.
Sorriu entre as lágrimas.
— Seu pai sempre dizia que o maior sonho dele era ver você entrando na igreja de vestido branco.
Marina sentiu um nó na garganta.As duas permaneceram abraçadas por alguns instantes.
O silêncio dizia mais do que qualquer palavra.Nesse momento, o celular vibrou.
Era uma mensagem de Gorete.
"Já estou pronta! Hoje você vai descobrir como é ser a noiva mais linda do mundo."
— Ela nunca muda. _ Marina sorriu.
— Ainda bem. _ Lúcia riu.
O sol daquela manhã parecia mais brilhante do que o normal, como se o próprio céu tivesse decidido celebrar a felicidade de Marina.Mesmo assim, dentro dela existia uma inquietação que insistia em permanecer.Ela estava feliz.Muito feliz.
Mas, misturada à alegria, havia uma ansiedade difícil de explicar, como um pressentimento distante que surgia e desaparecia sem avisar.
Na empresa Castro, o clima era completamente diferente.
George mal havia entrado em sua sala quando ouviu batidas discretas na porta.
— Entre.
A porta se abriu lentamente.
Vilma entrou.
Usava uma roupa elegante demais para um dia comum de trabalho.
Seu perfume invadiu a sala antes mesmo de suas palavras.
— Bom dia, senhor George.
Ele levantou os olhos.Sentiu um leve incômodo.Havia algo diferente nela.Ela caminhou até sua mesa e colocou alguns relatórios à sua frente.Mas permaneceu ali.Sem motivo.Sem necessidade.Apenas observando-o.
— Os documentos que o senhor pediu.
George fez um rápido aceno.
— Obrigado.
Ela continuou parada.Então sorriu.Um sorriso que escondia intenções perigosas.
— Precisa de mais alguma coisa?
George percebeu exatamente o que estava acontecendo.
Respirou fundo.
— Não.
Vilma inclinou-se sobre a mesa, invadindo deliberadamente seu espaço.
— Talvez... o senhor precise prestar um pouco mais de atenção em mim.
George levantou-se imediatamente..
— Atenção? Sua voz ecoou firme pela sala
Os olhos dele endureceram.
— Escute muito bem.Aqui dentro existe profissionalismo.Não admito esse tipo de comportamento.
Seu estágio está chegando ao fim e, se acha que agir dessa maneira vai garantir uma vaga efetiva, você está completamente enganada.
Vilma empalideceu.
Jamais havia sido rejeitada daquela forma.Mas, por trás do constrangimento, algo muito mais perigoso nasceu.
— Me desculpe... se fui mal interpretada. Ela abaixou a cabeça
— Espero que nunca mais precise repetir essa conversa. George respondeu friamente.
Vilma caminhou até a porta.
Antes de sair, lançou um último olhar para George.
Um olhar silencioso.Frio.Calculista.
Naquele instante, ela fez uma promessa apenas para si.
"Você ainda vai se arrepender de ter me humilhado."
Sem imaginar, George acabava de despertar uma inimiga disposta a destruir tudo aquilo que ele mais amava.
A noite seguiu… mas não para Marina.Ela deitou-se ao lado de George, com os olhos fechados, mas o sono parecia um visitante distante, que se recusava a bater à porta.A mensagem.Aquela simples frase.Curta e direta.E completamente fora de lugar."Talvez você só precise parar de fingir…"Ela repetia aquilo na mente como um eco persistente.Fingir o quê?Para quem?E por quê?George dormia ao lado dela.Respiração tranquila.Rosto sereno.Como se nada estivesse errado.Como se tudo estivesse exatamente no lugar.Marina virou o rosto lentamente, observando-o na penumbra.Aquele era o homem que ela amava.O homem com quem iria se casar.O homem em quem sempre confiou.E, ainda assim…Uma pequena distância parecia ter surgido. Não física.Mas emocional.Quase invisível.Mas presente Marina fechou os olhos e tentou dormir.Mas sua mente não descansava.A manhã chegou mais cedo do que ela gostaria.Marina levantou-se com cuidado para não acordar George.Caminhou até o banheiro, lavou o rosto e se
Mandou outra mensagem para George avisando que já estava em casa.Sua resposta foi mais curta do quê o normalMais rápido.Sem prolongar a conversa como costumava fazer.Pequeno detalhe.Quase insignificante.Mas Marina notou.E guardou.Sem comentar.Sem reagir.Apenas… observando.Ela bloqueou o celular e o deixou de lado, tentando não dar importância àquilo.— Você está pensando demais — murmurou para si mesma.Mas seu instinto permanecia atento.Como um alarme silencioso.Mais tarde a atendente da floricultura a chamou para resolver um pequeno problema que surgiu,chegando lá, ela conversou com uma decoradora, ajustou pequenos pontos que antes pareciam grandes decisões.Era bom ocupar a mente.Era necessário.Mas, em meio a uma conversa sobre arranjos de mesa…Seu celular vibrou novamente.Ela olhou.George."Hoje vou sair um pouco mais tarde do trabalho."Marina leu a mensagem duas vezes.Nada demais.Acontecia.Era normal.Mas…Por algum motivo, aquilo ficou na cabeça dela.Ela respondeu:
A manhã chegou devagar.Sem pressa.Como se o tempo tivesse decidido caminhar em passos leves dentro da casa de Marina A luz do sol atravessava as cortinas do quarto em faixas suaves, desenhando linhas douradas sobre o chão. Marina abriu os olhos lentamente, ainda presa entre o sono e os pensamentos da noite anterior, porém mais leve.Por alguns segundos, ficou imóvel.O teto acima dela estava no mesmo lugar de sempre.Então… a lembrança voltou.Mas dessa vez ela deu lugar para o entusiasmo.— Hoje vai ser um dia normal… — murmurou.E, de certa forma, ela precisava que fosse.Levantou-se com calma, caminhando até o espelho. Observou o próprio reflexo, notando o leve cansaço nos olhos.Nada grave.Mas suficiente para revelar que a noite não havia sido tranquila.— Você precisa parar de pensar nisso — disse para si mesma, hoje vai ser diferente.Havia rigidez naquelas palavras.Melhor ir tomar café da manhã, depois volto para resolver as coisas. Pensou Marina.Na cozinha, Lúcia já estava d
O céu já estava completamente escuro quando Marina se despediu de Gorete. Entre uma conversa e outra elas saíram tarde do pequeno café, mesmo insistindo Gorete não conseguiu fazer Marina mudar de idéia para irem ao cinema._ Amiga o filme é comédia. Disse Gorete_ Vamos deixar para outro dia estou cansada e meu humor não está para comédia, prometo que final de semana iremos. — Me ligue ou mande uma mensagem quando chegar — disse a amiga, com aquele tom protetor que sempre usava desde a adolescência.— Ligo sim — respondeu Marina, forçando um sorriso.Mas Gorete não parecia totalmente convencida.— E tenta não pensar demais.Marina soltou um pequeno riso.— Você está pedindo o impossível.As duas se abraçaram.Um abraço longo.Silencioso.Cheio de coisas não ditas.Marina entrou no carro e ficou alguns segundos parada antes de ligar o motor.As luzes da rua refletiam no para-brisa como pequenos pontos dourados, mas seus pensamentos estavam longe dali.Ela ligou o carro.E dirigiu.O c
Último capítulo