Houve um silêncio breve do outro lado da linha. Não um silêncio de choque, mas de cálculo. De avaliação. Dante era um homem que ouvia mais do que falava. Quando finalmente respondeu, havia um leve sorriso em sua voz — quase imperceptível, mas lá.
— Não precisa me explicar. Está no sangue.
Villano não respondeu. Não precisava. Ambos sabiam.
— Ela é como a sua mãe, não é? — Dante perguntou, mais como uma afirmação do que uma dúvida. — Você achou a sua Unirian.
Villano não sabia como descre