Rússia — Propriedade Marchesi.
A notícia chegou como uma avalanche contida em palavras curtas.
Villano apareceu na ONU.
Desafiou o mundo.
E saiu ileso.
Unirian, sentada diante do piano antigo, congelou os dedos sobre as teclas ao ouvir o relatório. Dante, em pé diante da lareira, segurava um charuto apagado, sem conseguir acendê-lo.
Silêncio.
— Ele… apareceu na ONU?— a voz de Unirian era um sussurro incrédulo.
— E não foi só isso.— completou Petrov, ao lado — Ele ameaçou todos os países. E ninguém ousou reagir.
Dante soltou o ar lentamente. Jogou o charuto na lareira.
— Ele não só sobreviveu ao que eu criei.
Ele… superou.
Unirian levou a mão à boca, emocionada.
— Villano... o nosso menino.
— Não é mais menino.— Dante respondeu, sério, mas com um toque de orgulho amargo nos olhos — Ele virou o homem que todos temem. Até eu.
Ela se levantou devagar, a voz embargada.
— Mas isso significa que ele está destruído por dentro. Se ele chegou a esse ponto… é porque está quebrado.
Dante