A madrugada estava fria. A mansão silenciosa.
Dante não dormia direito há semanas, mas naquela noite, o cansaço venceu. Com Villano adormecido no peito, ele se deitou na cama onde um dia Unirian sorriu para ele pela última vez... e caiu num sono denso, sombrio, tão profundo quanto seu vazio.
Então veio o sonho.
Não havia lugar. Nem luz. Apenas a voz dela.
— Dante...
— Você tá me ouvindo?
A voz soava baixa, distante. Quase como um eco dentro dele.
— Não deixa de me sentir.
— Eu tô aqui... me enc