“CARTAS DA PÉRSIA”
ANYA DOMINUS.
O mundo não é justo com quem sonha. Nunca foi.
A tarde está quente demais para o outono.
Estou sentada na biblioteca do castelo, folheando um livro sobre ervas medicinais que o médico real me emprestou há alguns dias, quando uma criada entra apressada, quase tropeçando na própria saia. Ela segura uma carta lacrada com cera verde-escura — uma cor que não reconheço imediatamente.
— Alteza — ela se curva, estendendo o envelope com as mãos tremendo levemente. — Cheg