Ele se abaixa nos calcanhares, seguindo as linhas vermelhas pela meia de beijinhos com os dedos a centímetros de me tocar. Sinto a presença deles, como uma áurea subindo pela perna esquerda e parando na altura da barra do vestido, hesitante em erguê-la. A hesitação dura um único segundo, porque no fundo, é mais importante descobrir a fonte do sangramento do que respeitar a minha privacidade.
O toque é febril ao subir um pouco o cetim, acordando a onda latejante a calorosa que sobe da coxa machucada até o umbigo, acumulando-se entre ambas.
— Estou menstruada, se me soltasse eu poderia ir ao banheiro! - Minto, o rosto queimando em vergonha e raiva pela sensação avassaladora de sentir os dedos dele em mim, erguendo minha roupa, por mais que seja apenas o suficiente para ver o corte fino e vertical do canivete.
Menstruar é menos humilhante do que admitir que sou burra de ter entrado em um jogo que eu claramente não sabia jogar e não tinha a mínima chance de vencer.
— Isso não é menstruaç