A vergonha se apodera de mim, subindo pelas pernas, fraquejando os joelhos e arrepiando as coxas, escalando-me por entre elas e aquecendo a barriga. Perco mais segundos do que gostaria nessa troca de olhares, tempo o bastante para que o rubor core minhas bochechas e eu precise piscar e desviar a atenção para a senhorita Jansen.— Pode fazer isso, Cecília?— O que? — Franzo a testa umedecendo os lábios, praguejando os arrepios deliciosos na nuca.— Preciso que foque em mim, está bem? — Sou repreendida e meneio com o queixo para as íris azuis, frias e exigentes da professora. Agarro a cintura, torcendo para que o pudor se esvaia antes que seja óbvio demais. — Quero que me traga dois minutos de uma nova coreografia na terça. Depois veremos o que podemos aproveitar e juntar com as outras.— Entendi. — Respondo, a boca seca.— Agora, descansem cinco minutos!Respiro fundo deixando a sala espelhada. A maioria se senta para tomar água ou para fofocar, mas esqueci minha garrafa dentro da bols
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