Acordo desnorteada e com a barriga doendo. Talvez tenha sido a dor que me acordou, porque quando olho o celular são 8:30h. De um domingo. Praguejo com a cara no travesseiro e trago os joelhos junto ao peito, encolhida com a pontada abaixo do umbigo. Merda. Já?
Sinto algo escorrer de mim e jogo as cobertas de lado, corro para o banheiro e praguejo outra vez, olhando para o teto branco, segurando na borda da pedra fria da pia.
Não tenho opção a não ser um banho, mas primeiro tenho que tirar a atadura da coxa. Ligo o chuveiro e decido fazer isso debaixo da água, caso a faixa tenha se grudado no corte. As bordas estão rosadas, mas não parecem inflamadas e a dor diminuiu. Pelo menos a do ferimento, porque meu útero quer me esfolar de dentro para fora.
Saio uns dez minutos depois, refaço a bandagem com mais antisséptico, coloco um absorvente na calcinha mais confortável que eu tenho e escovo as ondas castanhas e longas depois de aplicar a insulina.. A genética da minha mãe era incrível e ag