SAVANA
O céu estava limpo quando atravessei o pátio da Estância, o sol começando a dourar as cercas ainda úmidas da chuva da noite passada. O ar tinha aquele cheiro verde, fresco, que só existe nas manhãs depois da água — como se a terra respirasse com calma, com as veias abertas.
Pisei na grama molhada e senti o orvalho encharcar a barra da calça, mas não me importei. Gosto desse silêncio de antes das coisas começarem. Gosto de ouvir os primeiros passos do gado, os estalos do madeiramento do g