SAVANA
Se alguém me dissesse anos atrás que eu me casaria de novo — e que esse casamento não teria véu, não teria salão, não teria cerimônia ensaiada — eu teria rido.
O sol estava se pondo atrás das árvores quando eu senti que o mundo inteiro respirava comigo. O céu tinha aquela cor dourada de fim de tarde que sempre me fez acreditar que Deus pinta o dia a dedo só para lembrar a gente de viver.
A cerimônia acontecia ali, no coração da estância, na frente do celeiro de madeira envelhecida, onde