Peguei o celular do bolso, olhei em volta para me certificar de que estava sozinho e, em silêncio, comecei a fotografar cada página. Flash desligado, câmera no modo discreto. Uma, duas, três fotos… até ter todo o conteúdo salvo.
Quando terminei, soltei o ar preso nos pulmões e fechei a pasta como se nada tivesse acontecido.
Foi então que senti. Aquele arrepio típico de quando alguém te observa. Virei devagar.
Na porta, estava um rapaz magro, óculos grandes, cabelo penteado de lado, cara de