Peguei o celular do bolso, olhei em volta para me certificar de que estava sozinho e, em silêncio, comecei a fotografar cada página. Flash desligado, câmera no modo discreto. Uma, duas, três fotos… até ter todo o conteúdo salvo.Quando terminei, soltei o ar preso nos pulmões e fechei a pasta como se nada tivesse acontecido.Foi então que senti. Aquele arrepio típico de quando alguém te observa. Virei devagar.Na porta, estava um rapaz magro, óculos grandes, cabelo penteado de lado, cara de nerd de TI. Ele não disse nada. Apenas me encarou por um instante, como se tivesse flagrado algo. O silêncio durou segundos que pareceram eternos.Então, sem comentar, entrou no arquivo, passou direto por mim e foi até a impressora. Pegou alguns papéis recém-saídos, folheou rápido e saiu sem dar um “oi” sequer.Fiquei parado, imóvel, observando a porta se fechar atrás dele. Meu coração batia mais rápido.Será que ele tinha visto? Será que ia fa
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