O carro avançava pela cidade silenciosa, e o som dos pneus no asfalto era a única coisa que me mantinha no presente. Eu arriscava olhares de lado, e cada vez que pegava Isabela mordendo o lábio ou mexendo distraída no cabelo, parecia esquecer por um instante o peso do que carregávamos.
— Não precisava ter insistido tanto — ela disse de repente, num tom suave, quase tímido. — Eu realmente estou acostumada a voltar sozinha.
Sorri de canto, sem tirar os olhos da rua. — Eu sei. Mas… deixa eu me pre