O corredor do Grupo Santos parecia longo demais.
Zain me beijava como se não houvesse amanhã, mas por trás da força daquele beijo eu sentia algo estranho, como se ele estivesse escondendo uma dor maior do que a pancada que levara.
Quando nos afastamos, percebi: seus olhos estavam diferentes. Um brilho distante, pesado.
— Você tá bem? — perguntei, tocando sua testa.
— Melhor do que nunca. — Ele sorriu, mas não me convenceu.
A porta da sala de reuniões se abriu atrás de nós. A matriarca do Grupo