A noite parecia interminável.
Mesmo com as cortinas fechadas, a cidade piscava lá fora, lembrando que o mundo continuava girando enquanto o meu estava prestes a desmoronar.
Eu me revirei na cama, mas o sono não vinha. De repente, a porta da cobertura se abriu.
— Rafael? — chamei, levantando assustada.
Mas não era ele. Era Lucas, meu assistente. Ofegante, suado, como se tivesse corrido para chegar até mim.
— Precisamos conversar. Agora.
O coração disparou. — O que aconteceu?
Ele olhou em volta,