A manhã seguinte nasceu cinza. O sol até brilhava lá fora, mas dentro de mim só havia escuridão.
Eu rolei na cama, procurando Rafael, mas o lado dele estava frio. Ele já tinha saído.
O bilhete amassado sobre o travesseiro era curto, frio, como sempre:
"Reuniões. Volto logo. — R"
Suspirei, apertando o papel na mão. Ele tinha me dado a verdade — ou parte dela — na noite anterior. Mas saber que Zain era Rafael Santos não me trouxe paz. Pelo contrário. Agora eu sabia que estava dormindo ao lado do h