Com a própria camisa Dante pressionou o tecido contra o corte das costas de Elena, que arfou alto, os ombros se arqueando. A dor queimava, e ela mordeu o lábio até sentir o gosto metálico do próprio sangue. Mesmo assim, não chorou.
Ele se aproximou mais, ajoelhado sobre ela, a respiração pesada denunciando algo mais do que pressa ou nervosismo. Seus dedos eram firmes, mas a forma como seguravam o pano era quase reverente, como se o toque pudesse curá-la ao invés de machucá-la.
— Está sangrando