Elena ainda estava deitada quando os soluços cortaram o silêncio da madrugada. Seus olhos se abriram devagar, despertos não pelo costume dos pesadelos de Ariana, mas por algo diferente. Aquele não era o choro infantil e agudo que aprendera a reconhecer... era grave, arrastado, masculino. Um som que carregava uma dor tão crua que pareceu ecoar dentro dela.
Pisou descalça no chão de madeira fria, e o arrepio que percorreu seu corpo implorou por abrigo sob as cobertas. Mas havia algo mais forte qu