O relógio da cozinha parara fazia semanas. O ponteiro dos minutos enganchado entre o seis e o sete, imóvel, como se o tempo tivesse desistido de andar dentro daquela casa. Alison olhava para ele enquanto mexia o café preto na caneca lascada. Não tomava, só mexia. O cheiro amargo subia como um lembrete da noite maldormida.
A mesa estava coberta de papéis. Recortes de jornal, fotos antigas, anotações rabiscadas em guardanapos. Um quadro improvisado na parede, com linhas vermelhas ligando rostos e