A rachadura não apareceu de repente. Sempre esteve lá, desde o início. Mas os anos a transformaram em fenda, e a fenda em abismo. Edgar e Deisi já não dividiam o mesmo quarto havia tempo. Dormiam em camas separadas, em silêncios que gritavam mais do que qualquer briga. O corredor se tornou campo neutro, onde os passos ecoavam sem encontro, como se cada um estivesse preso em sua própria prisão, sem a chave para a liberdade.
Ayla, entre eles, foi se tornando a desculpa perfeita. Tudo o que doía n