Tudo era mentira.
Diana acordava sozinha havia anos, e já nem estranhava. A cama larga, sempre com um lado intacto, travesseiro sem cheiro de ninguém. Naquele apartamento novo, mais frio que o antigo da Bela Vista, a rotina era um espelho repetido: café solitário, jornal deixado sobre a mesa, pastas empilhadas na bolsa de couro.
Fazia poucas semanas que tinha assumido o cargo de delegada ali. O ar da cidade era diferente. Não só pelo cheiro de terra depois da chuva, mas pela memória grudada em