O apartamento de Diana ficava no décimo segundo andar de um prédio antigo na Bela Vista. O elevador sempre fazia um estalo estranho entre o décimo e o décimo primeiro, como se estivesse prestes a parar. Ela já se acostumara a rezar baixinho nesses segundos, mesmo sem acreditar em nada.
A porta do apartamento rangia quando ela a empurrava. O corredor estreito cheirava a desinfetante barato, que a vizinha do lado usava em excesso. Dentro, o silêncio era imediato. A cama desarrumada desde a manhã,