Diana ajeitou a saia do uniforme no banco duro da sala de aula. A professora de matemática escrevia fórmulas no quadro, o giz chiando, a poeira branca grudando na manga da blusa. Ela copiava tudo com letra perfeita, margens alinhadas, números sem borrão. A caneta azul marcava o caderno como se fosse prova.
No boletim, as notas sempre vinham altas. O problema é que ninguém celebrava. “É o mínimo”, o pai dizia, sem olhar para ela, o jornal aberto à frente. A mãe balançava a cabeça: “Continue assi