O Sócio do Meu Marido, Meu Segredo Proibido
O Sócio do Meu Marido, Meu Segredo Proibido
Por: Maya Durand
CAPÍTULO 1

O quarto estava mergulhado em meia-luz, e ainda assim Adrian Weiss dominava o espaço com facilidade cruel. Alto, ombros largos, ele mantinha a camisa aberta, as mangas dobradas revelando antebraços firmes, veias marcadas que denunciavam força contida e controle absoluto. O corpo dele era desenhado por linhas seguras — o abdômen tenso formando aquele V perigoso que atraía o olhar mesmo na penumbra — e o rosto, definido e implacavelmente bonito, carregava uma calma que intimidava. Adrian não precisava tocar em nada para impor presença. Bastava existir ali, sólido, confiante, sabendo exatamente o efeito que causava.

Eu estava ali.

De salto na mão.

Vestido amarrotado.

Casada.

E ainda assim, incapaz de dar um passo para trás.

— Se você disser para eu ir embora agora — ele disse, a voz baixa, controlada — eu vou.

Era a mentira mais confortável daquela noite.

Porque nós dois sabíamos que eu não diria.

Adrian se aproximou devagar, como se me desse tempo para fugir. Como se estivesse me oferecendo uma saída que já não existia. A mão dele tocou meu rosto primeiro, sem pressa — mas com atenção. O tipo de toque que não pede, apenas afirma.

— Rachel… — ele murmurou, como se dissesse meu nome pela primeira vez.

Meu corpo respondeu antes da culpa.

Antes do casamento.

Antes de Eduard.

Beijei Adrian como quem atravessa um limite consciente. Não foi delicado. Foi fundo. Quente. Um beijo carregado de tudo o que eu tinha engolido ao longo de um ano inteiro de noites vazias, de um casamento que existia mais por hábito do que por desejo.

A mão dele fechou na minha cintura, firme, me puxando contra o corpo dele sem pedir permissão. Eu senti tudo. A pressão, o calor, a certeza perigosa de que aquilo não era apenas curiosidade.

— Você não faz ideia do que está fazendo comigo — ele disse contra a minha boca.

Talvez eu tivesse.

E foi exatamente por isso que continuei.

Minhas mãos subiram pelo peito dele, sentindo a pele quente sob a camisa aberta, os músculos tensos sob meus dedos. Adrian não recuou. Não interrompeu. Apenas me deixou conduzir por alguns segundos — o suficiente para depois tomar o controle de volta.

Ele me virou, encostando minhas costas na parede fria do quarto. O choque da temperatura arrancou um suspiro involuntário de mim. Adrian sorriu, curto, satisfeito, como se tivesse esperado exatamente aquela reação.

— Você passa o dia inteiro fingindo controle — ele murmurou, a boca próxima demais do meu ouvido. — Mas o seu corpo nunca mente.

— Adrian… — meu aviso saiu fraco.

— Não. — Ele sorriu de leve. — Não minta agora. Você me deixou entrar porque queria isso.

Os dedos dele deslizaram pelo zíper do meu vestido com uma lentidão provocadora, quase cruel. Cada centímetro de pele exposta era uma decisão que eu não desfazia. O tecido escorreu pelos meus ombros como se nunca tivesse sido uma barreira real.

Quando ele me tocou de verdade, meu corpo arqueou antes que eu pudesse conter. Um ano sem sexo não tinha me preparado para aquilo — para ser tocada com intenção, com precisão, como alguém que sabia exatamente onde pressionar para me fazer perder o controle.

— Você quer isso — Adrian disse, a voz rouca. — Eu sei que quer.

A culpa tentou emergir, fraca, distante, mas foi engolida quando ele me ergueu nos braços e me levou até a cama. Não houve romantismo. Houve urgência. Roupa sendo retirada às pressas. Respirações desencontradas. Pele contra pele.

Quando Adrian entrou em mim, não foi com delicadeza, mas com um controle absoluto que me arrancou um gemido que eu não reconheci como meu. O tipo de controle que não machuca — domina.

— Adrian… — eu disse, perdida.

— Olha pra mim — ele exigiu, segurando meu rosto.

Eu olhei.

E foi ali que tudo se quebrou.

O ritmo dele era firme, profundo, calculado. Cada movimento parecia pensado para me tirar o ar, para me lembrar de quanto tempo eu tinha passado invisível. As mãos dele me seguravam como se eu fosse algo que não podia escapar.

Eu não pensei em Eduard.

Não pensei na empresa.

Não pensei no amanhã.

Só no agora.

No peso do corpo dele sobre o meu.

No prazer que me atravessava sem pedir desculpas.

Gozei com o nome dele preso na garganta.

Adrian desacelerou apenas depois, apoiando a testa na minha por um breve instante, respirando pesado. Por um segundo, quase pareceu humano, vulnerável.

Mas passou rápido.

Ele se afastou primeiro, sentando na beira da cama, passando a mão pelo rosto como quem se recompõe rápido demais. Eu puxei o lençol para me cobrir, o coração disparado, o corpo ainda sensível.

— Eu não devia ter feito isso — murmurei, mais para mim do que para ele.

Adrian se virou devagar.

O olhar dele não carregava arrependimento.

Carregava atenção. Avaliação.

— Você só parou de fingir que não queria.

Ele se levantou, vestindo a camisa com calma irritante, como se o tempo não fosse uma ameaça real.

O celular dele vibrou sobre a mesa.

Adrian olhou a tela.

E o nome que apareceu fez meu estômago afundar.

Eduard.

Ele atendeu.

— Fala — disse, com a voz perfeitamente normal.

Permaneci ali, nua, envolta em um lençol fino demais, ouvindo meu marido do outro lado da linha enquanto ainda sentia o corpo de Adrian marcado no meu.

— Sim — ele continuou. — Não, não tem problema. A gente resolve daqui.

Adrian desligou.

Ficou em silêncio por um instante antes de me olhar de novo.

— Eu não me arrependo — disse, simples.

A frase caiu pesada demais no quarto.

— E não dá pra fingir que isso não aconteceu — continuou, a voz baixa, firme. — A não ser que seja isso que você queira fazer.

O silêncio que se seguiu foi mais ensurdecedor do que qualquer discussão.

E, pela primeira vez naquela noite, eu entendi que não era só sexo.

Era uma escolha.

E eu ainda não sabia qual versão de mim teria que sustentar a partir dali.

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