O quarto estava mergulhado em meia-luz, e ainda assim Adrian Weiss dominava o espaço com facilidade cruel. Alto, ombros largos, ele mantinha a camisa aberta, as mangas dobradas revelando antebraços firmes, veias marcadas que denunciavam força contida e controle absoluto. O corpo dele era desenhado por linhas seguras — o abdômen tenso formando aquele V perigoso que atraía o olhar mesmo na penumbra — e o rosto, definido e implacavelmente bonito, carregava uma calma que intimidava. Adrian não precisava tocar em nada para impor presença. Bastava existir ali, sólido, confiante, sabendo exatamente o efeito que causava.Eu estava ali.De salto na mão.Vestido amarrotado.Casada.E ainda assim, incapaz de dar um passo para trás.— Se você disser para eu ir embora agora — ele disse, a voz baixa, controlada — eu vou.Era a mentira mais confortável daquela noite.Porque nós dois sabíamos que eu não diria.Adrian se aproximou devagar, como se me desse tempo para fugir. Como se estivesse me oferec
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