O silêncio dentro do sítio já não parecia proteção — parecia contagem regressiva.
Ashiley estava sentada no sofá, respirando fundo, tentando processar o que Gustavo acabara de dizer.
O endereço da casa nova.
Vazado.
— Isso não faz sentido… — ela murmurou. — Ninguém sabia que eu estava lá. Ninguém além de—
Parou.
Engoliu seco.
Gustavo completou por ela:
— Além da sua família.
Ela fechou os olhos, pressionando as têmporas.
— Eu não consigo acreditar que eles fariam isso. A minha mãe… meu pai…
— Eles não fizeram diretamente — Gustavo disse, sentando ao lado dela. — Mas alguém lá dentro está trabalhando contra você. E essa pessoa não está sozinha.
Ashiley sentiu o peito apertar.
— Eu não aguento mais isso.
Foi a primeira vez que ela admitiu.
E, no segundo em que disse, o corpo dela tremeu — não de medo, mas de exaustão emocional acumulada por anos.
Gustavo percebeu imediatamente.
Ele não se aproximou rápido.
Não tentou abraçá-la sem permissão.
Só falou, com a voz mais baixa que ela já ouv