A notícia se espalhou rápido demais para ser controlada.
No fim da tarde, os principais portais já falavam em “rompimento estratégico” entre Gustavo Martins e sua antiga assessora de imagem. Nenhum detalhe explícito. Nenhuma acusação direta. Mas, para quem conhecia os bastidores, o recado estava claro: Helena tinha caído.
Ashiley observava tudo do sofá do apartamento, o tablet apoiado nas pernas, enquanto Gustavo falava ao telefone na varanda. O tom dele era firme, seguro, quase tranquilo demais para alguém que acabara de cortar um elo tão antigo.
Ela percebeu naquele instante: ele não estava em crise.
Ele estava aliviado.
Quando desligou, Gustavo entrou e fechou a porta de vidro atrás de si. O barulho abafado pareceu selar algo que já vinha se rompendo havia tempos.
— Vai ficar tudo bem — ele disse, direto, como se respondesse a um pensamento dela.
Ashiley ergueu o olhar.
— Eu sei.
Pausa curta.
— Mas agora todo mundo vai olhar pra mim diferente.
Ele se aproximou devagar.
— Vão olhar