O apartamento da cidade estava em silêncio quando entraram.
Um silêncio diferente do da mansão. Menos pesado. Mais seguro.
Ashiley percebeu isso no instante em que a porta se fechou atrás deles.
Gustavo não acendeu as luzes de imediato. Apenas encostou a porta, apoiou a testa nela por um segundo e respirou fundo, como se estivesse tentando reorganizar tudo dentro de si.
Ashiley ficou parada no meio da sala, observando-o.
— Você está tenso — ela disse, com cuidado.
Ele virou devagar.
— Estou com raiva — respondeu. — E com medo.
Pausa curta.
— E isso me deixa perigoso.
Ela deu alguns passos até ele.
— Perigoso pra quem?
O olhar dele escureceu quando ela parou perto demais.
— Pra quem acha que pode te usar.
A voz saiu baixa, firme.
— E pra quem acha que pode me provocar usando você.
Ashiley sentiu o coração bater mais rápido.
Não havia ameaça naquele tom.
Havia posse.
E proteção.
— Eu não sou fraca, Gustavo — ela disse, apoiando as mãos no peito dele.
— Eu sei.
Ele segurou os pulsos dela