A tarde dentro do prédio foi longa, cheia de reuniões, ligações, danos a controlar.
Mas, para Ashiley, tudo parecia distante, borrado.
Ela só conseguia pensar no jeito que Gustavo havia defendido ela diante de todos.
Na maneira como segurou sua mão como se fosse a coisa mais natural do mundo.
No olhar dele… firme, quente, inevitável.
Quando finalmente saíram do prédio, já era noite.
O ar estava fresco, a rua iluminada por luzes amarelas que refletiam no chão molhado da chuva.
Gustavo caminhou ao lado dela em silêncio — um silêncio cheio de intenção, como se as palavras também estivessem esperando o momento certo.
Eles entraram no carro.
A porta se fechou.
O mundo ficou do lado de fora.
Gustavo virou o rosto na direção dela.
— Você está muito quieta — disse, estudando seu rosto.
— Estou pensando — ela respondeu.
— Em quê?
Ela o encarou.
A luz da rua atravessava o vidro e caía sobre o rosto dele de um jeito quase cinematográfico.
— Em você.
Ele respirou fundo, devagar, como se precisass