Mundo ficciónIniciar sesiónSinopse: Ele é o Rei da Noite de Nova Iorque. Ela é a única regra que ele está prestes a quebrar. Christopher Davis é o dono da Empire Nights, um império construído sobre luxo, segredos e conquistas vazias. Conhecido como o cafajeste mais cobiçado de Manhattan, ele domina a arte da sedução, mas foge de qualquer conexão que ultrapasse os lençóis de sua cobertura. Para Chris, o prazer é uma transação; e o sentimento, uma fraqueza que ele enterrou junto com os traumas de seu passado. Até que Victória Ashford cruza o seu caminho. Jovem, inocente e lutando para sobreviver à dureza da cidade, Victória é o oposto de tudo o que Christopher conhece. Ela não está à venda e não se impressiona com o brilho dos seus diamantes. Mas, entre uma taça de vinho derramada e olhares que queimam como brasa, uma química explosiva nasce, desafiando as barreiras do CEO implacável. Enquanto Christopher tenta ensinar Victória sobre os prazeres proibidos da noite, é ela quem começa a desvendar o homem por trás da máscara. Em um jogo de sedução onde as regras mudam a cada toque, eles descobrirão que a maior entrega não é a do corpo, mas a do coração. Prepare-se para uma jornada intensa de luxúria, cura e uma paixão avassaladora que prova: até o mais endurecido dos cafajestes tem um preço... e o de Christopher atende pelo nome de Victória.
Leer másDizem que Nova Iorque nunca dorme. Eu também não.
Meu nome é Christopher Davis e, se você está lendo este diário, provavelmente já ouviu falar de mim — o dono da Empire Nights, o homem por trás das festas mais exclusivas da cidade, o cafajeste que coleciona corações partidos e manchetes nas colunas sociais.
Acordo todos os dias com a vista do skyline de Manhattan, cercado por luxo, arte e silêncio. O silêncio, aliás, é o único que não me julga. O resto do mundo, sim.
Meu dia começa cedo, com treino, café da manhã preparado por um chef particular e uma agenda lotada de reuniões, contratos e eventos. À noite, sou o anfitrião da elite nova-iorquina, sempre impecável, sempre sorrindo, sempre pronto para mais uma conquista.
Mas não se engane: por trás do sorriso fácil e do terno sob medida, existe um homem que aprendeu cedo a não confiar em ninguém. Cresci cercado de escândalos, traições e expectativas. Meu pai, senador, sempre quis que eu seguisse seus passos. Minha mãe, a dama perfeita dos salões, preferia que eu fosse invisível. Eu escolhi ser inesquecível.
Não vou negar: sempre gostei do jogo.
As mulheres são parte do cenário da minha vida, tão presentes quanto o brilho das luzes de Manhattan ou o som dos copos tilintando nas festas da Empire Nights. Para mim, a conquista nunca foi apenas sobre desejo — é sobre poder, sobre provar que posso ser inesquecível, mesmo que só por uma noite.
Aprendi cedo a usar o charme como escudo. Um sorriso bem ensaiado, uma palavra certa no momento exato, um olhar que promete mundos e entrega apenas instantes. Não sou do tipo que promete eternidade. Prefiro o agora, o calor de um beijo roubado, a adrenalina de um romance que começa e termina antes do sol nascer.
Talvez por isso minha fama tenha crescido tão rápido. Dizem que sou um cafajeste, e eu não faço questão de negar. Já fui tema de conversas em salões, de fofocas em colunas sociais, de suspiros e decepções. Mulheres lindas, inteligentes, sofisticadas — todas passaram pela minha vida como estrelas cadentes. Algumas deixaram marcas, outras apenas lembranças difusas de noites intensas.
Nunca me envolvi de verdade. Nunca deixei que atravessassem o muro que construí ao redor do meu coração. Depois do que vivi com minha família, depois das traições e dos escândalos, aprendi que confiar é perigoso. Prefiro ser o conquistador, o homem que oferece momentos inesquecíveis, mas nunca a promessa de ficar.
E assim fui vivendo, noite após noite, entre taças de champanhe, whisky, carros de luxo e mulheres lindas. Nenhum romance durava mais que uma estação. Nenhum nome ficava gravado por muito tempo.
Até que, numa noite qualquer, tudo mudou.
Ela entrou na Empire Nights como quem pede licença ao mundo: tímida, elegante na simplicidade, com olhos que diziam mais do que qualquer palavra. Não sabia ainda, mas aquela garota estava prestes a virar minha história de cabeça para baixo.
Este é o meu diário. E talvez, pela primeira vez, eu esteja pronto para contar a verdade — sobre mim, sobre elas, sobre ela.
Seis anos antes...
“Às vezes, o que destrói não é o que nos tiram, mas o que nos obrigam a enxergar. O fim de uma ilusão pode ser o começo da nossa verdadeira história — mesmo que ela nasça da dor.”
Christopher Davis
Dizem que a dor ensina. Aprendi, mas aprendi da pior forma possível: transformando sentimento em ameaça.
Eu e Katharine Hilton éramos o casal perfeito para as colunas sociais de Nova York. Filha de um deputado influente, ela circulava entre os poderosos desde a infância. Nossos pais se conheciam, nossos sobrenomes abriam portas, e, por quatro anos, acreditei que o amor poderia ser simples, mesmo cercado de interesses e expectativas. Eu estava apaixonado, pronto para pedi-la em casamento assim que concluíssemos a faculdade de Ciências Políticas — o curso que meu pai, senador Richard Davis, fez questão que eu seguisse. Faltava um semestre para o diploma, e eu já planejava o pedido para o feriado de Ação de Graças.
Mas a vida tem um talento cruel para destruir certezas.
Naquele dia, fui ao Capitólio visitar meu pai. Ele estava em Washington, D.C., e eu queria compartilhar meus planos, talvez buscar sua aprovação, mesmo sabendo que ele raramente aprovava algo que não fosse ideia dele. Entrei no gabinete, sem bater — um hábito de filho que se sente em casa. O que vi congelou meu sangue.
Meu pai e Katharine estavam juntos. Nus. No sofá de couro, o mesmo onde, tantas vezes, sentei para ouvir discursos sobre ética e família. Ele acariciava a barriga dela, e, naquele instante, entendi tudo: ela estava grávida. E o filho não era meu.
O chão sumiu sob meus pés. Não lembro se gritei, se chorei, se apenas saí correndo. Só lembro do gosto amargo da traição, da sensação de que tudo em que eu acreditava tinha sido arrancado de mim.
Fugi dali, sem rumo. Passei horas vagando por Washington, tentando entender como aquilo era possível. Meu pai, o homem que me cobrava perfeição, que planejava meu futuro político, destruíra minha vida sem o menor remorso. Katharine, a mulher que eu amava, que eu confiava, era cúmplice desse teatro cruel.
Naquela noite, liguei para minha mãe, Eleanor Davis. Ela sempre foi meu porto seguro, mesmo depois do divórcio. Atendeu na primeira chamada, a voz preocupada.
— Chris? Está tudo bem?
— Não, mãe. Não está. Preciso falar com você. Agora.
Ela não hesitou. Me encontrou em um café discreto, longe dos olhares curiosos. Quando me viu, soube que algo grave tinha acontecido.
— O que foi, filho? Você está pálido.
Respirei fundo, tentando organizar o caos dentro de mim.
— Eu… Eu vi o papai com a Katharine. Juntos. Eles… — a voz falhou. — Eles estão juntos, mãe. E ela está grávida.
O silêncio dela foi pesado, mas não de surpresa. Havia tristeza, mas também uma espécie de resignação.
— Eu sinto muito, Chris. Eu já desconfiava de algumas coisas, mas nunca quis acreditar que ele seria capaz de algo assim. Principalmente com você.
— Como ele pôde? Com a minha namorada? — minha voz saiu entrecortada.
Ela segurou minha mão, firme.
— Seu pai sempre foi movido pelo próprio ego. Ele não mede consequências quando se trata de satisfazer seus desejos. Mas isso não é culpa sua. Não é sua responsabilidade carregar os pecados dele.
— E agora? O que eu faço, mãe?
— Você segue em frente. Não deixa que a sujeira dele defina quem você é. Eu vou pedir o divórcio. Não posso mais viver ao lado de alguém assim.
O divórcio foi inevitável. Silencioso, discreto, como convém às famílias que têm reputações a zelar. O escândalo foi abafado com dinheiro, influência e ameaças veladas. Ninguém fora do círculo íntimo soube o que realmente aconteceu. O senador mais votado dos Estados Unidos não podia ter sua imagem manchada por um escândalo sexual com a namorada do próprio filho.
A família Hilton tentou reverter a situação. Jonny P. Hilton, o deputado, me procurou pessoalmente.
— Christopher, precisamos conversar. O que aconteceu foi um erro, mas você e Katharine têm história. Ela está abalada, precisa de você. O bebê… bem, seria melhor para todos se você assumisse a criança. Ninguém precisa saber de mais nada.
Olhei para ele, sentindo uma mistura de raiva e pena.
— O senhor quer que eu me case com a mulher que me traiu com meu próprio pai? Que eu crie meu irmão como se fosse meu filho? Não, deputado. Eu não vou participar dessa farsa.
Ele tentou argumentar, falou de reputação, de futuro, de alianças políticas. Mas eu já tinha decidido. Não seria mais uma peça no tabuleiro deles.
Afastei-me de tudo. De eventos políticos, da família, de Washington. Deixei para trás o sobrenome, as festas, as promessas vazias. Fui reconstruir quem eu era, longe dos holofotes.
Meus amigos foram meu alicerce. Enzo e Alex não fizeram perguntas. Apenas estiveram lá, me tirando de casa, me levando para viagens, festas, tentando me lembrar de que a vida podia ser leve, mesmo quando tudo parecia desmoronar.
Mas foi Jasmine quem realmente me ajudou a reencontrar o caminho. Ela apareceu quando eu estava no fundo do poço, afundado em raiva e ressentimento.
— Chris, você não é seu pai. Não é a traição que sofreu. Você é muito mais do que isso. — Ela me disse, certa noite, enquanto caminhávamos pela orla do Hudson.
— Eu não sei mais quem eu sou, Jazz. Tudo o que eu planejei, tudo o que eu acreditava, foi destruído.
— Então, reconstrua. Do seu jeito. Sem seguir o roteiro de ninguém. Você sempre foi bom em criar oportunidades. Por que não faz isso agora?
Foi dela a ideia de investir no ramo de entretenimento. Jasmine conhecia gente, tinha visão, acreditava em mim quando nem eu acreditava. Juntos, começamos a desenhar o que viria a ser a Empire Nights. No início, era só um projeto, uma fuga. Mas, aos poucos, virou propósito.
Trabalhamos dia e noite. Eu mergulhei no negócio, usei tudo o que aprendi sobre poder, influência e imagem para criar algo meu. A Empire Nights nasceu do caos, mas cresceu com autenticidade. Não era só uma casa noturna; era um império de experiências, de liberdade, de reinvenção.
O tempo passou. As feridas cicatrizaram, mas as marcas ficaram. Nunca mais olhei para meu pai da mesma forma. Nunca mais confiei em promessas fáceis. Aprendi a desconfiar dos sorrisos largos e dos acordos silenciosos.
Katharine tentou me procurar algumas vezes. Cartas, mensagens, recados por amigos em comum. Nunca respondi. Não havia mais nada a dizer. O passado ficou onde deveria: enterrado.
Hoje, olhando para trás, vejo que aquela traição foi o ponto de ruptura de tudo o que eu era. Doeu, destruiu, mas também me libertou. Se não fosse por aquele dia no Capitólio, talvez eu estivesse preso até hoje em uma vida que não era minha.
A Empire Nights é minha resposta ao mundo. Um lugar onde eu comando, onde as regras são minhas. Onde ninguém, nem mesmo o passado, pode me controlar.
E, apesar de tudo, agradeço à dor. Porque foi ela que me fez renascer.
Christopher Davis Se alguém me dissesse, há dois anos, que eu estaria cruzando a Quinta Avenida em um carro de luxo, com uma noiva em trabalho de parto e o smoking manchado de líquido amniótico, eu riria na cara do infeliz. Mas o destino tem um senso de humor peculiar para os Davis. — Respira, Vic! Lembra das aulas! — eu gritava, enquanto desviava de um táxi amarelo com uma manobra que faria qualquer piloto de fuga sentir inveja. — Se você... me mandar respirar... mais uma vez... Christopher... eu te mato! — ela gemeu, apertando meu braço com uma força que certamente deixaria hematomas por semanas. O som das sirenes da escolta que Alex e Ethan improvisaram abria caminho pelo trânsito caótico de Nova York. Pelo retrovisor, vi o comboio de amigos: Enzo e Lukas logo atrás, seguidos pela limusine com minha mãe, Samuel e o pequeno Henry. Era uma procissão de gala rumo ao milagre da vida. Chegamos à maternidade no exato momento em que o mundo parecia pequeno demais para a vontade de
Christopher Davis O terno sob medida parecia mais pesado hoje, como se cada fibra carregasse a responsabilidade da vida que escolhi. Olhei-me no espelho e não vi o homem que estampava tabloides com escândalos; vi alguém que finalmente tinha uma âncora. O grande salão do Plaza estava decorado com orquídeas brancas e cristais, um cenário que exalava a pureza que nossa história conquistou. Samuel entrou no camarim e colocou a mão no meu ombro, seus olhos úmidos refletindo o orgulho de um pai de verdade. — Você conseguiu, Chris. Transformou as cinzas de um sobrenome em um solo fértil para algo novo — ele disse, com a voz embargada. — Eu não fiz sozinho, Samuel. Sem você e a minha mãe, eu teria me perdido no labirinto que o Richard construiu. Do lado de fora, a movimentação era intensa. Meus amigos — os poucos que sobraram após a peneira da lealdade — estavam todos lá. Alex e Ethan conferiam a segurança e os últimos detalhes, garantindo que nenhum repórter indesejado rompesse o n
Christopher Davis O ar na sala de espera do Hospital Central de Manhattan tinha o cheiro estéril da morte e do arrependimento. Eu não queria estar ali, mas o chamado de Katherine foi algo que eu não pude ignorar, não depois de tudo. Richard estava em uma ala separada, vigiado pela polícia, enquanto ela lutava para emergir do abismo que ela mesma criou. Caminhei pelo corredor, sentindo que cada passo era uma despedida de uma vida que eu não queria mais lembrar. Quando entrei no quarto, Katherine parecia uma sombra do que um dia foi; a pele pálida quase se fundia aos lençóis. — Você veio — ela sussurrou, a voz frágil como vidro quebrado, seus olhos encontrando os meus com uma dor profunda. — Você pediu, Katherine. O que é tão importante que não podia esperar o julgamento acabar? — perguntei, mantendo a distância. Ela tentou se sentar, mas a fraqueza a impediu. Respirei fundo e me aproximei, vendo as lágrimas escorrerem por seu rosto. — O veredito dele sai hoje, não é? O mundo f
Christopher Davis Não permitiria que o colapso do meu pai sabotasse a luz que invadiu minha vida ao descobrir que teríamos um menino. A segurança de Victoria e o futuro do nosso pequeno Lian eram as únicas prioridades que agora ocupavam minha mente. Precisava dividir essa alegria com as pessoas que realmente importavam: minha mãe e Samuel, meu verdadeiro porto seguro. Liguei para ela ainda no carro, sentindo o peso do mundo diminuir a cada quilômetro que nos afastava do tribunal. — Oi, mãe! Está em casa? — perguntei, sentindo um sorriso involuntário surgir ao ouvir sua voz suave do outro lado. — Oi, filho. Estou sim. Acabei de tirar aquela torta de maçã que você adora do forno — ela respondeu com carinho. — Nossa! Então vamos chegar em boa hora. Eu e a Vic temos notícias que vocês não vão acreditar. Chegamos cerca de vinte minutos depois, sendo recebidos pelo aroma doce da infância e pelo sorriso largo de Samuel. Samuel abraçou Victoria com uma proteção paternal que me emocio





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