O dia seguinte amanheceu inquieto. A casa estava cheia de sussurros, celulares vibrando, olhares curiosos e portas sendo abertas rápido demais. A notícia sobre Ashiley e Gustavo tinha se espalhado como fogo em capim seco. Funcionários evitavam encarar diretamente; alguns cochichavam pelos cantos achando que ninguém percebia. Ela percebia.
Gustavo entrou no quarto enquanto ela ajeitava a roupa, visivelmente nervosa. Ele a observou por alguns segundos, como se quisesse decorar cada detalhe dela antes que o mundo tentasse distorcer tudo.
— Você está linda — disse, simples, direto, sem exageros.
— Parece que estamos prestes a ir para o front — ela respondeu, tentando disfarçar a ansiedade com humor.
Ele se aproximou, segurou seu rosto com delicadeza e deu um beijo lento na testa.
— Se for guerra, você não vai na linha de frente. Eu vou.
O coração dela acelerou de um jeito quente, firme, que lhe dava coragem e medo ao mesmo tempo.
O motorista os levou até o prédio administrativo da família