A chuva fina caía desde cedo, deixando a mansão Monteiro envolta em um silêncio úmido, quase pesado.
Ashiley estava sentada na janela do quarto, observando as gotas escorrendo pelo vidro, tentando organizar o turbilhão dentro de si.
Os últimos dias tinham sido intensos demais.
Reencontros. Ciúmes. Abraços que marcaram. Beijos que tiraram o ar.
E um sentimento que ela tentou negar até o último segundo…
Mas que ignorar agora parecia impossível.
Ela ouviu passos se aproximando.
Passos firmes. Reconhecíveis.
Gustavo entrou.
O olhar dele percorreu o quarto até encontrá-la.
E não desviou mais.
— Você sumiu a manhã inteira — ele disse, a voz baixa, carregada de preocupação. — Achei que estivesse evitando falar comigo.
Ashiley respirou fundo.
— Eu precisava de silêncio.
Ele se aproximou alguns passos, mas manteve uma distância que doeu.
— E agora?
— Quer que eu fique?
— Quer que eu vá?
A delicadeza dele a desarmou.
Ashiley virou o rosto na direção dele, finalmente encarando-o.
— Eu estou conf