Mundo de ficçãoIniciar sessãoElisa River perdeu tudo em uma única semana: o emprego que amava, a casa onde cresceu e qualquer ilusão de justiça. Em uma noite de raiva e álcool, decide esquecer o mundo em uma festa onde ninguém faz perguntas — e acaba na cama de um homem perigoso, dominante e inesquecível. O que ela não sabia é que ele não era somente um desconhecido gostoso. Victor Baltimor é o primeiro-ministro do Canadá. Poderoso, arrogante e acostumado a mandar em tudo — inclusive nas pessoas. Quando descobre que a mulher que o enlouqueceu é a nova babá de sua filha, o choque se transforma em obsessão. Entre acusações, humilhações, desejo proibido e uma atração impossível de ignorar, Elisa se recusa a se curvar. Insolente, ferida e determinada, ela enfrenta o homem que pode destruir sua vida… ou implorar para tê-la de volta. Porque quando o poder encontra a insolência, ninguém sai ileso. E algumas obsessões não aceitam rejeição. Será que Elisa vai resistir a essa tentação? E Victor, até onde vai para ter o fruto da sua obsessão?
Ler maisVICTOR BALTIMOR.Era um dos meus hospitais e todos já conheciam minha noiva. Minha sobrinha e minha mãe estavam aqui também. Então já sabiam por que eu estava aqui.Passei por médicos, pessoas falando, nada me importava. Entrei no corredor da emergência completamente fora de mim.E então vi Cecilia.Ela estava sentada no chão, chorando desesperadamente. As mãos e sua roupa cobertas de sangue.Sangue da Elisa. Meu mundo desabou naquele instante. Porque era muito sangue. Meu corpo inteiro gelou.— Cecilia …Ela levantou os olhos chorando.— Tio…A voz dela saiu quebrada. Aquilo acabou comigo. Aproximei-me rapidamente.— Onde ela está?Minha mãe apareceu com Melissa no colo, que chorava sem parar.— Victor… meu filho. Ela está sendo atendida. Ainda não sabemos nada.Olhei desesperadamente ao redor. Médicos corriam, os enfermeiros passavam. Tudo girava. O choro da minha filha invadiu minha mente e olhei na sua direção. Fui até minha mãe e peguei Melissa. Que automaticamente se aconchegou
VICTOR BALTIMOR.Meu coração começou a bater violentamente. Forte e rápido demais. Não conseguia respirar direito. Minha visão turvou.— Não…Passei a mão pelo rosto tentando entender. Tentando raciocinar. Mas minha mente simplesmente travou quando imaginei Elisa caída, ferida, sangrando, grávida.Meu Deus, arregalei os olhos, os bebês. Foco, Victor, respira e não descontrola agora. Pablo disse que ela foi baleada e não morta. Você não pode enlouquecer agora, sua mulher e filhos precisam de você.— Como ela… onde ela está? — perguntei rouco.— Ela está a caminho do hospital. Não sei seu estado; Walter não soube me informar mais detalhes, só sabemos que ela levou um tiro e estava sangrandado. Aquilo me destruiu instantaneamente. Porque significava que ela ainda podia morrer. Meu corpo inteiro começou a tremer. Pablo se aproximou rapidamente.— Victor.— COMO ISSO ACONTECEU?Minha voz explodiu pela sala inteira, violenta, descontrolada. Eu nunca perdia o controle. Mas naquele momento…
VICTOR BALTIMOR.Eu não estava tranquilo com essa ida de Elisa e Melissa ao shopping. Eu estava inquieto e tenso. Tentei me concentrar no trabalho, mas não consegui e tive que ligar para saber como ela estava. Ela não gostou muito do meu excesso de cuidado, não falou, mas eu senti no seu tom de voz. Era mais forte que eu, essa minha obsessão em mantê-la em segurança. Elisa prometeu que logo estaria em casa e fiquei um pouco tranquilo, mas não relaxado. Só ficaria quando ela estivesse em casa. Charlotte não era de brincadeira. Ela cumpria suas ameaças e estava muito quieta, o que me deixava tenso.Liguei para Walter para conferir se estava tudo bem. Ele me garantiu que estava tudo bem e que estavam atentos a tudo. Ninguém entrou ou saiu enquanto eles estavam lá.Ordenei que Walter ficasse atento a qualquer coisinha e detalhe, pois Charlotte era esperta.Finalizei a ligação. Eu havia ouvido que Elisa e Melissa estavam seguras, mas meu coração continuava inquieto.Cinco minutos depois,
ELISA RIVER.Meu coração disparou tão forte que chegou a doer. Não pode ser ela, será que teria essa coragem?Ela sorriu devagar ao perceber que eu a reconheci. Um sorriso doentio e obcecado.— Charlotte?— Oi, Elisa.Instintivamente, dei um passo para trás. Charlotte caminhou lentamente na minha direção. Calma demais para meu gosto, isso me deixou em alerta.— Não ouse gritar. Quero apenas conversar com você.Foi só então que olhei para baixo e vi a arma na mão dela, era pequena, discreta e prateada. E estava apontada diretamente para mim. O ar sumiu dos meus pulmões.— Meu Deus…Charlotte inclinou levemente a cabeça. Os olhos dela passeavam pelo meu rosto quase com fascínio. Mas eu sabia que era tudo encenação. Pois seus olhos estavam frios.— Então, é você.Meu corpo inteiro começou a tremer.— Charlotte…Ela sorriu outra vez.— Engraçado. Eu imaginava alguém… melhor. Os padrões de Victor caíram e muito.A arma subiu lentamente. Minha mão foi automaticamente para a barriga. Charlot










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