O elevador subiu devagar, como se soubesse exatamente o que estava prestes a acontecer lá dentro.
Gustavo segurava a mão de Ashiley com força firme, mas o corpo dele inteiro parecia lutar para não puxá-la contra si antes da porta fechar.
Assim que a porta se fechou, ele virou para ela.
Os olhos dele estavam diferentes.
Quentes.
Profundos.
Carregados de tudo o que ele segurou por tempo demais.
— Ash… — ele murmurou, com a voz rouca. — Eu tentei te dar espaço. Juro que tentei.
Pausa.
— Mas você não tem ideia do que faz comigo.
Ele encostou a mão no rosto dela, o polegar acariciando a base do queixo.
— Desde a primeira vez que te vi naquela sala… eu já estava perdido.
Ela sorriu, tímida, com o coração acelerado demais.
— Você nunca parece perdido — ela provocou.
Ele riu baixo.
— Com você… eu sempre estou.
O elevador parou no andar da suíte dele.
A porta abriu.
Mas ele não saiu.
Puxou-a pela cintura e a pressionou gentilmente contra a parede metálica do elevador, como se precisasse daquel