O dia começara como qualquer outro. O barulho das panelas no refeitório, as vozes infantis se misturando ao cheiro de pão quente, as adolescentes rindo no pátio. Clara caminhava devagar entre elas, apoiada no braço de Miguel, saboreando cada detalhe. Mas havia no ar uma tensão diferente, uma espécie de silêncio escondido sob a alegria, como se todas pressentissem que algo se aproximava.
Júlia, incansável, circulava com uma prancheta na mão. Preparava documentos para apresentar à prefeitura e te