As manhãs de Clara haviam mudado. Já não eram só feitas de relatórios, reuniões e o peso da responsabilidade. Havia, agora, o gesto simples de acordar com Miguel ao seu lado, preparando café ou apenas sorrindo, como se cada dia fosse uma dádiva. A Casa ainda respirava em seu ritmo frenético, mas dentro dela, algo se transformava: uma centelha de ternura que insistia em crescer.
Naquela noite, depois de um dia exaustivo na segunda unidade da Casa, Clara voltou para casa com o corpo moído. Miguel