Mundo de ficçãoIniciar sessãoDominic sempre foi um homem de controle, daqueles que não permitem falhas, muito menos fraquezas. Até o dia em que tudo desmorona de uma vez só. A morte trágica da esposa deveria ser apenas dor… mas se transforma em algo muito pior quando ele descobre que ela não morreu sozinha e que a traição vinha de dentro da própria família. Consumido por um luto que se mistura com ódio, Dominic se vê obrigado a assumir o único papel do qual nunca pode fugir: o de pai. Enquanto tenta proteger a filha de um mundo que acabou de se partir, ele próprio se perde em noites vazias, relações sem nome e escolhas que só aprofundam o vazio que carrega no peito. Mas o destino, cruel e imprevisível, decide atravessar seu caminho mais uma vez. Em meio ao caos da própria vida, ele se envolve com sua secretária, uma mulher doce, intensa e completamente diferente de tudo o que ele acreditava precisar. O que começa como um escape em uma noite impensada se transforma em algo impossível de ignorar quando ela descobre estar grávida. Agora, Dominic se vê diante de um novo tipo de responsabilidade… e de um sentimento que ele jurou nunca mais permitir. Entre memórias que ainda o assombram, segredos que ameaçam vir à tona e uma dor que insiste em permanecer, ele terá que decidir: continuar se afundando nas próprias ruínas… ou aceitar que, às vezes, o amor nasce justamente onde tudo parecia perdido. Porque, quando tudo já foi destruído, recomeçar não é uma escolha fácil, é um ato de coragem.
Ler mais[Alguns anos antes…]
Aos 35 anos, Dominic não comemorava aniversários, ele apenas contabilizava vitórias, relacionadas a carreira. Era estranho para quem olhava de fora, porque aquele homem, com seu terno caro perfeitamente ajustado, a pele negra sempre reluzindo sob as luzes de qualquer ambiente e a postura de quem nasceu para comandar, parecia alguém que tinha tudo para celebrar.
Mas não, Dominic não celebrava. Ele controlava os gatilhos, as lembranças da infância miserável com a mãe negligente. Controlava pessoas, contratos, destinos, salas inteiras apenas com um levantar de sobrancelha. Nada escapava dele. Nada o surpreendia. E talvez por isso, naquela noite, a boate lotada não significasse absolutamente nada além de mais um cenário onde ele reinaria.
A área VIP brilhava, com pessoas lindas e promessas vazias. Era cheia de modelos magérrimas treinadas para sorrir sem sentir nada, influencers que viviam do brilho dos outros, empresários que se escondiam atrás de bebidas caras e do próprio sobrenome. A elite de São Paulo, cuidadosamente filtrada, circulava como se estivesse desfilando para um rei invisível.
Naquela noite Dominic estava sentado, indiferente, com uma taça cara nas mãos sentindo o peso de ser como era, um ceo que transformava tudo que tocava em lucro, medo ou admiração.
Ele estava entediado e Dominic entediado era um perigo silencioso.
O sorriso de predador aparecia só quando ele escolhia uma presa, e naquela noite ele escolheu antes mesmo de perceber que tinha sido igualmente escolhido. No meio da pista, coberta por luzes de néon que alternavam entre violeta e azul, uma moça dançava sozinha, completamente alheia ao resto. Loira, jovem, corpo flexível, expressão livre.
Ela tinha algo que incomodava e atraía ao mesmo tempo: audácia. Não era uma beleza cara montada, era uma beleza viva, que queimava no próprio ritmo.
Era Martina, 19 anos, a personificação da fome de ascensão. Tinha apenas cinquenta reais amassados na bolsa, salto emprestado, perfume barato e uma ambição que brilhava mais que qualquer luz ali. E por mais que fingisse que estava dançando para si mesma, ela sabia exatamente quem estava no andar de cima. Ela sabia quem ele era. Ela sabia o que queria. E o olhar dela, quando encontrou o dele, deixou claro que iria buscar.
Dominic não piscou, ela também não. Foi o flerte mais silencioso e mais barulhento que aquele lugar já testemunhou.
Ele levantou a taça, como quem concede permissão para que ela o provoque mais um pouco. Ela sorriu, continuou dançando, mas o corpo mudou, ficou mais lento, mais marcado, mais consciente da própria sensualidade. Dominic inclinou o rosto, intrigado. Não estava acostumado a meninas tão jovens e tão descaradas. A maioria fingia ter muita postura diante dele. Martina não. Martina se oferecia sem se oferecer, deu até tchau. Provocava sem tocar. Dizia “eu te vejo” sem abrir a boca.
E isso mexeu com ele. Com um gesto simples, discreto, chamou o segurança, a mostrou e falou.
— Traga-a aqui.
Martina não esperou o convite completo. Subiu para o VIP como se tivesse nascido no meio deles, como se fosse dona de tudo aquilo. Chegou até ele com a postura perfeita, nem tímida, nem exagerada. Só... consciente do próprio valor, ou do valor que fingia ter. Estendeu a mão com um sorriso de influencer acostumada a aparentar mais do que realmente tinha.
— Martina — disse, suave.
— Estudante de direito. E entrei de penetra.
Ele a analisou como se estivesse lendo um contrato, reparou no cabelo loiro claro longo, na maquiagem impecável marcante.
— Dominic, formado em administração. Não que seja do seu interesse. Vim comemorar o meu aniversário.
Ela o abraçou espontaneamente parabenizando, ele começou a rir do jeito dela, notou que era "humilde", ofereceu um drink.
Ela recusou a bebida cara, alegando manter o “corpo fitness”. Ele arqueou a sobrancelha, dizendo que não ia batizar o copo dela. Ela sustentou o olhar, dizendo que não tinha pensado naquilo, mas brincou dizendo que era possível, pediu uma água, começou a fazer perguntas sobre a faculdade. Ele se interessou muito, pela personalidade dela.
Dominic não gostava de obstáculos, mas adorava desafios. E Martina era exatamente isso: um desafio embalado em perfume doce barato e unhas recém-feitas demais para quem dizia ser tão disciplinada. Ela era contraditória. Ambiciosa. Descaradamente consciente da própria juventude e imaturidade.
Envergonhada, ela começou rir, tomou banho abraçada de costas pra ele, escondendo as tatuagens nas costas no abraço, ele a beijou muito, tocou seu corpo todo sem mostrar qualquer pressa.A tratou muito bem, quando saíram do banho, ele foi ajudando ela a se secar, ela arrumou a cama e ele pediu comida. Ela estava de roupão sentada na cama, pesquisando sobre a cidade, ele se deitou tirando o celular dela.— O pedido vai demorar longos minutos. Acha que podemos aproveitar melhor esse tempo? Ou prefere parar?— Posso ser insaciável às vezes. Um verdadeiro devasso.Ela se ajoelhou abrindo o roupão.— Adoraria tentar saciar suas vontades. Poderia apagar a luz? Por favor?Ele a beijou, foi até o interruptor rindo, se livrando da toalha, deixando sua ereção já pronta
Ele deu um selinho, parou de tocá-la intimamente. Ela o olhou apreensiva.— Não pare. Eu estou gostando.Ele foi deitar a deixando nua arreganhada no meio da cama, ela se aproximou virada de lado para ele— Está decepcionado, né?— Não foi uma boa ideia. Você tinha razão.Ele sorriu pensativo, a acariciando nas costas.— Não estou, eu entendo.— Eu acho que você não quer nada disso, não sei quais foram os seus motivos reais. Para tentar.Ela se enrolou no lençol, foi levantando sem jeito.— A gente ainda, não terminou. Espera aí.Ela apagou as luzes, se aproximou sentando na beirada da cama.— Vou ficar mais à vontade. Assim.— Não quero que me olhe, não gosto das minhas tatuagens.Ela tirou o lençol, voltou para a cama, beijando as pernas dele, começou o mastturbar, o surpreendeu ao colocar seu pa.u na boca, começou lambendo com movimentos circulares, sugou a cabecinha, começou chupar com movimentos intensos de vai e vem, intercalando lambidas, o deixando impaciente sem saber qual se
Ela ficou desconcertada, falou séria.— Eu...fui estr.upa.da e desde então, não tive mais ninguém. Já faz tempo.— Por mais que eu não ache, que você vai me machucar, eu não consigo, não ter medo.Ele ficou parado, apreensivo, desviou o olhar.— Eu entendo. Bom, faremos o que você quiser. Mesmo se isso significar, não fazer nada.Ele encostou na porta com um sorriso exultante.— Quer esticar a noite? Podemos pedir comida, beber e conversar, assistir. Qualquer coisa, que queira.Ela sorriu sutilmente.— Podemos só conversar? Tem certeza?Ele esticou a mão para acariciar o cabelo dela.— Sim. Por que não me fala o que está pensando?— Pode só ser sincera. Sou bem grandinho, não vou fazer birra.Ela se aproximou, colocou as mãos no rosto dele.— Quer mesmo saber o que eu penso?Começou beijar o rosto, canto da boca, indo até o pescoço.— Só quero que seja bom, para nós dois. Tenho medo de começar e desistir.Ele colocou as mãos na cintura dela, acariciando.— Vai ser. Me fala do que você
Ela desconversou rindo, disse que viu um barzinho, ali perto, começou falar de trabalho, conversaram pouco. Ela comentou que começou a trabalhar na empresa, por sorte, e confessou que só ficou tanto tempo, porque sentiu que podia ser boa, em algo. Ele percebeu que ela estava vulnerável, com a auto estima baixa e resolveu ser mais gentil, com segundas intenções é claro.Foram caminhando e bebendo até o barzinho. Estava tocando músicas mais animadas. Ele a pegou pela mão assim que entraram, ficou próximo como um casal, pediram mais drinks e ficaram em pé, encostados no balcão, ela começou dançar de leve.Estava completamente diferente, eufórica e muito divertida. Começou dançar funk, de costas, se esfregando nele. Ele estava ficando cada vez mais envolvido e nem tinham se beijado ainda.Ela continuou dançando, rindo e provocando, ele começou acariciar o corpo dela, apertar o quadril, cintura, a segurou pelo cabelo e a puxou para perto, ela teve a iniciativa de o beijar, começou lentamen










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