A porta da frente se abriu com violência, batendo contra a parede. Adriano entrou às pressas, o coração disparado, o suor colando a camisa ao corpo. Cada passo pelo corredor ecoava o mesmo pensamento: preciso encontrá-la, preciso impedir que vá embora.
— Clara! — gritou, a voz mais desesperada do que gostaria de admitir.
O silêncio respondeu. Um silêncio que não era de descuido, mas de abandono. Ele percorreu a sala, a cozinha, subiu as escadas quase tropeçando, até alcançar o quarto. E quando