Helena
Saí do apartamento dele com as pernas trêmulas, como se o chão tivesse virado vidro sob meus pés. Cada passo era uma ameaça de queda. O ar da noite é frio, mas o que me gela por dentro não vem do vento — vem do beijo.
Aquele beijo.
Maldito e necessário.
O tipo de toque que a alma reconhece antes mesmo que o corpo entenda o que está acontecendo.
Quando ele me puxou, por um instante o tempo voltou a ser o de antes. O mesmo sabor, a mesma urgência, o mesmo caos entre amor e destruição. Meu