Dia seguinte
Fernando de Noronha — Lua de Mel
Helena
Fernando de Noronha não parece real quando se chega pela primeira vez. É como se alguém tivesse pintado o mundo com excesso de cuidado, exagerado nos tons de azul, verde e dourado, e depois tivesse decidido esconder tudo no meio do oceano só para quem estivesse disposto a atravessar. Assim que o avião pousa, eu sinto como se o corpo inteiro diminuísse o ritmo — não por cansaço, mas por rendição. É impossível chegar ali e continuar em guerra.